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Relatório de ciberameaças da INTERPOL revela escala industrial do cibercrime na Ásia

Alfredo Beleza por Alfredo Beleza
20/06/2026
Em Segurança

O novo relatório de ciberameaças da INTERPOL indica que a atividade criminosa no espaço digital atingiu uma escala industrial na região da Ásia e Pacífico Sul.. O documento oficial, publicado a 17 de junho de 2026, demonstra que os crimes informáticos representam agora mais de 30% de todas as infrações criminais registadas em mais de metade dos países inquiridos nesta área geográfica. A convergência entre a digitalização acelerada e o desenvolvimento de novas ferramentas tecnológicas transformou o panorama da segurança regional.

Relatório de ciberameaças da interpol revela escala industrial do cibercrime na ásia
Imagem conceitual gerada por IA (Gemini)

O estudo abrange o período entre janeiro de 2024 e março de 2025. A recolha de dados contou com a colaboração de forças policiais de 18 países membros, além do apoio técnico de parceiros do setor privado especializado em segurança digital.

Ransomware e ataques DDoS paralisam infraestruturas críticas na região

Os ataques de ransomware constituem a maior ameaça financeira para as organizações públicas e privadas da Ásia e Pacífico Sul. Os dados partilhados pelas autoridades indicam o registo de mais de 135 mil ataques desta natureza ao longo do ano de 2024. O modelo de negócio do crime organizado assenta na extorsão dupla, através da qual os atacantes bloqueiam os sistemas operativos e ameaçam divulgar dados confidenciais na internet.

Paralelamente, os ataques DDoS registaram um crescimento de 92% em 2024 em comparação com o ano anterior. Estas ações de negação de serviço direcionam volumes maciços de tráfego artificial para desestabilizar servidores governamentais e plataformas financeiras. O relatório de ciberameaças da INTERPOL identifica o setor bancário, os serviços de saúde e as redes de transporte como os alvos preferenciais destas campanhas de sabotagem digital.

Inteligência artificial potencia eficácia de esquemas de phishing e deepfakes

Segundo o relatório de ciberameaças da INTERPOL, a utilização de inteligência artificial no cibercrime alterou os métodos de infiltração das redes criminosas estruturadas. A monitorização de canais de comunicação e fóruns da dark web revelou um aumento de 600% nas discussões sobre o desenvolvimento e venda de ferramentas de deepfake entre fevereiro e junho de 2024. Estes conteúdos manipulados servem para contornar sistemas de verificação biométrica em instituições bancárias e para falsificar a identidade de executivos em fraudes de engenharia social.

As campanhas de phishing tornaram-se mais precisas com a automatização da redação de mensagens fraudulentas através de modelos de linguagem. A taxa de clique em ligações maliciosas na região fixa-se em 5,5 acessos por cada 1.000 indivíduos, um valor que representa o dobro da média global registada. [Inserir citação do responsável/analista da INTERPOL sobre os riscos da inteligência artificial generativa].

Cooperação internacional e parcerias privadas mitigam milhares de milhões de ameaças

O combate à criminalidade organizada exige uma resposta coordenada entre o setor público e as empresas tecnológicas de segurança. Através da cooperação com a empresa parceira TrendAI, as forças policiais detetaram e mitigaram mais de 6,5 mil milhões de ameaças informáticas na região durante o ano de 2024. Esta partilha de dados de telemetria permite a identificação precoce de servidores de comando e controlo utilizados por grupos transnacionais.

A capacitação técnica das autoridades locais mostra progressos na adoção de tecnologias de defesa. O relatório aponta que 66,7% das forças policiais inquiridas na Ásia e no Pacífico Sul já utilizam ferramentas baseadas em inteligência artificial para otimizar os processos de forense digital e acelerar a deteção de intromissões. Contudo, subsistem assimetrias graves na capacidade de resposta entre as nações mais desenvolvidas e as pequenas economias insulares da região.

A INTERPOL recomenda a harmonização dos quadros legislativos nacionais para evitar a criação de santuários jurídicos que beneficiem os criminosos. A partilha rápida de indicadores de compromisso surge como o fator determinante para travar a propagação de novas variantes de malware antes que estas atinjam infraestruturas vitais para o funcionamento dos Estados.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual é o impacto do cibercrime na Ásia e no Pacífico Sul segundo a INTERPOL?

O cibercrime representa mais de 30% de todas as infrações criminais registadas em mais de metade das nações avaliadas na região. O relatório de ciberameaças da INTERPOL sublinha que a digitalização acelerada sem a devida proteção transformou a atividade criminosa digital numa ameaça à segurança nacional de vários países.

Quantos ataques de ransomware foram registados na Ásia em 2024?

As forças de segurança e as empresas de monitorização digital registaram mais de 135 mil ataques de ransomware na região ao longo de 2024. Este vetor de ataque foca-se na extorsão dupla e visa essencialmente infraestruturas críticas, como serviços de saúde, instituições bancárias e redes de transporte.

Como é que os cibercriminosos utilizam a inteligência artificial de acordo com as autoridades?

Os grupos criminosos utilizam inteligência artificial no cibercrime para automatizar ataques de phishing e criar deepfakes. As discussões sobre a criação de identidades sintéticas falsas em fóruns especializados cresceram 600% em 2024, com o objetivo de contornar a segurança biométrica de plataformas financeiras.

Pontos Principais

  • Escala Industrial: O cibercrime ultrapassa a fasquia de 30% das ocorrências criminais em mais de metade dos estados inquiridos na região.
  • Crescimento de DDoS: Os ataques de negação de serviço contra servidores públicos e privados registaram uma subida de 92% em 2024.
  • Vulnerabilidade ao Phishing: A taxa de abertura de ligações maliciosas na Ásia cifra-se em 5,5 por 1.000 pessoas, o dobro do registo global.
  • Adoção Tecnológica Policial: Cerca de 66,7% das polícias locais já integram soluções de inteligência artificial nos procedimentos de forense digital.
  • Mitigação em Larga Escala: A parceria estratégica entre a INTERPOL e a TrendAI travou mais de 6,5 mil milhões de ameaças digitais em 2024.

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Tags: escala industrial do cibercrimeRelatório de ciberameaças da INTERPOL
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Alfredo Beleza

Alfredo Beleza

É o fundador e director editorial do TecheNet. Com carreira internacional como CEO e director comercial e de marketing em empresas em Portugal, na Suíça e no Brasil, desenvolveu uma perspectiva aprofundada sobre a intersecção entre tecnologia, negócios e mercados globais. Com formação em Gestão, Administração e Marketing pela Webster University, na Suíça, criou o TecheNet como um projecto editorial comprometido com o rigor e a imparcialidade da informação tecnológica em língua portuguesa.

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