O CEO da Apple, Tim Cook, deixou um aviso claro que ninguém queria ouvir. Numa entrevista recente ao The Wall Street Journal, o líder da gigante tecnológica confirmou que o aumento de preços nos próximos produtos da marca é absolutamente “inevitável”. A culpa, como já seria de prever, está na crise global dos semicondutores e no custo absurdo dos chips de memória.
A situação chegou a um ponto que Cook classifica como insustentável. A febre em torno da inteligência artificial fez disparar a procura por componentes específicos, encarecendo drasticamente o fabrico da tão aguardada linha iPhone 18. Apesar de a Apple ter tentado absorver estes custos nos últimos tempos para proteger a carteira dos clientes, a margem de manobra parece ter chegado ao fim.
As primeiras estimativas pintam um cenário pouco animador para os fãs da maçã mordida. Especialistas apontam que a próxima geração do modelo Pro poderá arrancar nuns dolorosos 1.299 dólares, um salto financeiro substancial em comparação com a geração anterior. Se estavas à espera de comprar o novo iPhone sem fazer estragos no orçamento, é melhor começares a fazer contas à vida.

Os custos de produção estão a bater recordes
Segundo a análise feita pelo Wall Street Journal em colaboração com a TechInsights, os custos associados às memórias do iPhone 18 Pro dispararam de forma assustadora. Para teres uma ideia da gravidade, os componentes de armazenamento que custavam à Apple cerca de 50 dólares no iPhone 17 Pro, deverão agora rondar os impressionantes 200 dólares no novo modelo.
Este aumento brutal de 150 dólares apenas numa única categoria de componentes mostra bem a pressão que a cadeia de abastecimento está a sofrer. Para manter a sua tradicional e massiva margem de lucro intocável, a empresa sediada em Cupertino não tem outra alternativa senão repassar cerca de 270 dólares de custos extra diretamente para o preço final de venda ao público.
Hardware premium traz uma fatura pesada
O agravamento do preço não se deve exclusivamente à crise das memórias provocada pelo boom da inteligência artificial. A linha iPhone 18 Pro promete integrar uma série de upgrades de peso que, naturalmente, encarecem toda a lista de materiais do equipamento. A Apple quer garantir que os seus smartphones continuam no topo da cadeia alimentar tecnológica, mas isso exige um forte investimento nas fábricas.
Rumores anteriores davam esperança de que o iPhone 18 base recebesse uma atualização para 12GB de RAM (essencial para as funcionalidades de IA a correr nativamente no dispositivo) sem sofrer qualquer aumento de preço. Contudo, as declarações assertivas de Tim Cook vieram deitar um balde de água fria sobre essa teoria, indicando que os modelos não-Pro também deverão sofrer os efeitos nefastos desta inflação.
Estas são algumas das novidades de hardware que vão contribuir ativamente para o aumento do preço da nova geração:
- Um novo sensor principal fotográfico de 48MP com capacidade de abertura variável.
- A integração de um poderoso processador de última geração fabricado num processo de 2nm.
- Módulos de memória de alta velocidade, altamente otimizados para lidar com tarefas exigentes de IA.
- Uma bateria significativamente maior para suportar os novos componentes e as exigências do ecrã.
Com o lançamento do iPhone 18 tradicionalmente marcado para o mês de setembro, a Apple prepara-se para testar, uma vez mais, o limite de lealdade dos seus consumidores. Resta agora aguardar para ver como é que o mercado global vai reagir a esta inevitável subida de valores nos topos de gama.
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