Se estavas a fazer contas à vida para investir na próxima geração de smartphones da Google, talvez seja melhor preparares a carteira. As mais recentes fugas de informação apontam para uma estratégia que vai doer no bolso de muitos consumidores.
A gigante norte-americana prepara-se para apresentar a família Pixel 11 no próximo dia 12 de agosto. Contudo, os detalhes sobre os preços na Europa já começaram a circular online graças a uma publicação francesa de renome, e o cenário é no mínimo preocupante.
Segundo os rumores, a marca vai seguir os passos da concorrência e aumentar o preço de entrada dos seus topos de gama. A desculpa parece ser o merecido upgrade no armazenamento, mas a verdade é que o acesso ao ecossistema vai ficar inegavelmente mais elitista.

O fim do modelo de entrada e a subida de preços
Tudo indica que a Google decidiu eliminar de vez a variante base de 128 GB de armazenamento. Isto significa que, a partir de agora, o patamar mínimo para entrares no mundo do Pixel 11 será diretamente a versão de 256 GB.
À primeira vista, ter mais espaço para fotografias e aplicações é uma excelente notícia. O grande problema é que esta alteração dita o fim do smartphone sub-1000 euros no catálogo principal da marca. Na prática, o utilizador é forçado a pagar o valor da antiga versão mais cara logo à partida.
Quanto vais pagar pelos novos smartphones da Google
De acordo com a plataforma Dealabs, o aumento rondará os 100 euros em todos os equipamentos da nova linha. Para que tenhas uma ideia clara do impacto desta fuga de informação, os preços base na Europa deverão fixar-se da seguinte forma:
- O modelo base Google Pixel 11 de 256 GB vai arrancar nos 999 euros.
- A versão Google Pixel 11 Pro de 256 GB terá um custo inicial de 1199 euros.
- O ecrã maior do Google Pixel 11 Pro XL de 256 GB custará a partir de 1399 euros.
- O novo dobrável Google Pixel 11 Pro Fold de 256 GB baterá nos 1999 euros.
Para os modelos XL e Fold, a situação é ainda mais dramática. Não se trata apenas de forçar a compra da versão de 256 GB; os equipamentos sofreram mesmo um agravamento direto no preço final face à capacidade equivalente da geração anterior. Pedir dois mil euros por um dobrável é, sem dúvida, um risco considerável que pode afastar muitos curiosos.
A culpa é do mercado e da inteligência artificial
Este fenómeno de inflação tecnológica não é exclusivo da Google. A indústria dos smartphones está a braços com um aumento brutal no custo dos componentes, nomeadamente da memória RAM, um problema impulsionado pela enorme procura global dos centros de processamento de inteligência artificial.
Além do hardware de base encarecido, o novo processador Tensor G6 e as inevitáveis melhorias no módulo de câmaras também ajudam a justificar esta fatura mais pesada. A apresentação oficial está marcada para 12 de agosto, com as vendas a iniciarem-se supostamente a 20 de agosto, mas até lá resta-nos esperar que a gigante de Mountain View tenha algum truque na manga para justificar este rude golpe na carteira dos fãs.
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