TecheNet
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS
Sem resultados
Ver todos os resultados
TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados

Meta abandona acordo de energia renovável devido à inteligência artificial

Vitor Urbano por Vitor Urbano
25/07/2026
Em Inteligência Artificial

A corrida pela inteligência artificial está a cobrar uma fatura pesada ao nosso planeta, e as gigantes tecnológicas estão a começar a recuar nas suas antigas promessas ecológicas. A Meta, dona do Facebook e do Instagram, confirmou agora oficialmente que abandonou o seu compromisso de utilizar exclusivamente eletricidade gerada por fontes renováveis.

Esta decisão marca um desvio considerável na estratégia de sustentabilidade da empresa liderada por Mark Zuckerberg, que até há bem pouco tempo hasteava a bandeira da energia verde. É no mínimo preocupante ver uma das maiores empresas do mundo a dar um passo atrás desta dimensão num cenário de urgência climática.

O motivo principal por trás desta autêntica reviravolta prende-se com a rápida expansão dos centros de dados necessários para alimentar a infraestrutura tecnológica atual. Com a necessidade de mais e mais poder computacional, a urgência empresarial acabou claramente por falar mais alto do que a consciência ambiental.

Meta texas

O fim do compromisso verde com a RE100

Com esta mudança abrupta de planos, a Meta deixou de fazer parte da RE100, uma reconhecida iniciativa da Climate Group sediada no Reino Unido. Esta organização não-governamental tem como objetivo principal incentivar a ação climática do mundo corporativo e continua a contar com o apoio de outras titãs, como a Apple, Google e Microsoft.

Segundo os registos das plataformas web, a gigante das redes sociais tinha aderido a este grupo em 2016 e, desde 2020, afirmava cobrir todas as suas necessidades com recurso a energias limpas. No entanto, a recente decisão de investir na construção de novas centrais a gás natural para alimentar o centro de dados Hyperion, no estado norte-americano do Louisiana, fê-la chumbar de imediato nos rigorosos critérios técnicos da organização.

A sede insaciável dos novos data centers

Não nos podemos iludir quanto à realidade da tecnologia de ponta, pois treinar e manter grandes modelos de inteligência artificial a funcionar exige um consumo energético colossal. A pressão atual para construir novos data centers e equipá-los com chips avançados obriga o setor a procurar garantias de fornecimento elétrico por qualquer via disponível.

Curiosamente, a empresa de Zuckerberg não está sozinha na opção de recorrer aos velhos combustíveis fósseis para segurar a enorme exigência do mercado. Há pouquíssimo tempo, a Microsoft e a Alphabet, empresa-mãe da Google, também assinaram acordos de peso para alimentar algumas das suas infraestruturas através de gás natural, revelando que a falha nas promessas verdes é transversal ao tecido tecnológico.

O lado oculto do avanço da inteligência artificial

Além do consumo astronómico de eletricidade, há um outro recurso vital que está a ser sugado a um ritmo simplesmente assustador pelas empresas de tecnologia: a água potável. O processo de arrefecimento dos milhares de servidores a trabalhar no limite exige quantidades absurdas de recursos hídricos para evitar o sobreaquecimento do hardware.

Para teres uma noção concreta da escala deste gigantesco impacto ambiental silencioso, basta olharmos para as mais recentes previsões partilhadas por entidades internacionais. Os dados da Agência Internacional de Energia e das Nações Unidas traçam um cenário que deve deixar-nos em alerta constante:

  • A procura global de eletricidade deve crescer cerca de 3,6% em 2026 e 3,8% no ano seguinte, motivada pela expansão dos data centers.
  • As energias renováveis deverão ser a principal fonte mundial em 2026, mas o gás natural continua a ser uma âncora para sustentar picos tecnológicos.
  • Uma simples operação de conversão de inteligência artificial de média dimensão chega a consumir o equivalente a meia garrafa de água.
  • Estima-se que o consumo de água do setor da inteligência artificial possa equiparar-se às necessidades básicas de 1,3 mil milhões de pessoas já em 2030.

Resta agora sabermos se os governos e os reguladores vão intervir a tempo ou se vamos continuar a fechar os olhos em prol da corrida pela supremacia digital. Se as entidades que lideram a transição digital vacilam na sua palavra, o futuro sustentável que nos prometeram fica cada vez mais refém da fatura energética.

Outros artigos interessantes:

  • Google expande o acesso ao Gemini Spark mas esquece as contas gratuitas
  • Google Gemini prepara um novo design neural para o teu smartphone
  • Samsung Galaxy Z Fold 8 e Flip 8 estreiam o Gemini Nano 4
Tags: IAinteligência artificialMeta
PartilhaTweetEnvia
Vitor Urbano

Vitor Urbano

Frequentou a licenciatura de Desporto em Setúbal e atualmente reside na Letónia. Apaixonado por novas tecnologias e fã do "pequeno" Android desde 2009.

Artigos relacionados

Eurotux lança serviço de conformidade com o ai act
Empresas

Eurotux lança serviço de conformidade com o AI Act

11/09/2026
Anthropic alerta para maior autonomia da ia em ciberataques
Inteligência Artificial

Anthropic alerta para maior autonomia da IA em ciberataques

11/09/2026
Axis leva analítica de vídeo com ia à hotelaria em portugal
Inteligência Artificial

Axis leva analítica de vídeo com IA à hotelaria em Portugal

10/09/2026

Últimas notícias

Honor Magic 9 promete áudio de cinema com microfone inovador

Apple Watch Ultra 4 melhora sensores e sobe autonomia para 50 horas

POCO F9 Pro cai 200 euros na Amazon: vale o investimento?

WhatsApp prepara grande revolução visual no iPhone com design Liquid Glass

Smartwatch para crianças da Hama chega a Portugal com GPS e SOS

Honor Magic9 Pro Max surge em vídeo hands-on antes da apresentação oficial

Galaxy Z Fold8 cresce 50% nas vendas na Europa

Google Pixel 11 recebe atualização surpresa focada na correção de erros

Samsung Galaxy Z Fold 8: ecrã flexível nos cantos é propositado

Axis leva analítica de vídeo com IA à hotelaria em Portugal

Xiaomi lança fogão inteligente com IA que vigia os teus cozinhados

Apple Watch Series 12 mede frequência cardíaca a cada 5 segundos

Apple apresenta o processador A20 Pro com arquitetura inovadora de 2 nm

AirPods 5 trazem cancelamento de ruído a partir de 149 euros

iPhone Duo: Tudo o que precisas de saber sobre o primeiro dobrável da Apple

iPhone 18 Pro estreia câmara com abertura variável e processador A20 Pro de 2 nm

Apple confirma lançamento do iOS 27 com nova Siri e suporte alargado

Realme 16 Pro vai ter edição mágica dedicada a Harry Potter

Samsung vai fabricar processadores de inteligência artificial personalizados para a OpenAI

Máquinas de café Baristina chegam a Portugal por 299,99 euros

Techenet LOGO
  • Quem somos
  • Fale connosco
  • Termos e condições
  • Política de comentários
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • O uso de IA no TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.