A espera finalmente terminou e a Apple decidiu entrar no competitivo mercado dos smartphones dobráveis com a apresentação oficial do aguardado iPhone Duo. Depois de vários anos de rumores e de vermos as rivais no universo Android a lançar gerações atrás de gerações deste formato de ecrã, a gigante de Cupertino dá o passo que muitos entusiastas aguardavam com grande expectativa.
No entanto, a fabricante norte-americana optou por seguir um caminho peculiar e cheio de decisões de engenharia bastante curiosas. Longe de ser apenas uma cópia do que já existe nas prateleiras, este novo dispositivo combina características de topo com algumas escolhas técnicas que prometem dar muito que falar entre os utilizadores.
Se estás curioso para perceber o que muda com este novo formato, reunimos os pontos essenciais que tens mesmo de conhecer antes de ponderares investir nesta estreia da marca da maçã.

Design em titânio e resistência IP68
Para garantir a durabilidade que se exige num equipamento com partes móveis, a Apple apostou forte nos materiais de construção. A estrutura do iPhone Duo é fabricada em titânio de Grau 5, acompanhada pelo vidro Ceramic Shield 2 no ecrã frontal e Ceramic Shield tradicional no painel traseiro.
A dobradiça foi desenhada com mais de 100 componentes para proporcionar uma abertura e fecho suaves e precisos. Além disso, o dispositivo alcança a certificação IP68 com resistência a imersão até 6 metros de profundidade durante 30 minutos, o que é um feito notável para um equipamento dobrável. Para os adeptos da produtividade, a marca confirmou ainda suporte para Apple Pencil com porta USB-C.
Adeus ao Face ID em favor do tradicional Touch ID
Ao contrário do que tem sido a norma nos modelos de gama alta da marca há quase uma década, o iPhone Duo não inclui qualquer sensor Face ID ou LiDAR. Em vez do reconhecimento facial tridimensional, a autenticação biométrica é feita exclusivamente através do sensor Touch ID.
Este sensor biométrico surge integrado diretamente no botão lateral de energia, replicando exatamente a mesma solução que a marca já utiliza em vários modelos da linha iPad. É uma mudança drástica para um equipamento de luxo, justificada pela necessidade de poupar espaço precioso na moldura interna do smartphone.

Conetividade focada em eSIM e novidades no iOS 27
A nível de conetividade e software, a Apple também decidiu agitar as águas ao abandonar por completo a bandeja física para cartões nano-SIM. O dispositivo aposta exclusivamente no sistema de eSIM, permitindo armazenar até oito perfis diferentes com duplo modo de espera ativo (dual standby).
A estreia do sistema operativo iOS 27 traz ainda novidades desenhadas à medida do ecrã de 7,6 polegadas:
- iPhone Handoff: Uma ferramenta que permite alternar a utilização entre dois equipamentos mantendo o mesmo número telefónico ativo, consoante o aparelho desbloqueado.
- Multitarefa dividida: Capacidade de abrir e correr duas aplicações em simultâneo no ecrã dividido em formato de livro, tal como já acontece no iPad.
- Interface reorganizada: Aplicações com barras de menu reposicionadas na lateral para otimizar o espaço útil de visualização.

Câmara frontal invisível e sistema fotográfico traseiro
No capítulo fotográfico, o equipamento afasta-se da habitual configuração tripla dos modelos topo de gama da linha Pro e abdica do sensor telefoto dedicado. No painel exterior encontramos um ecrã de cobertura de 5,4 polegadas equipado com uma câmara frontal de 12 megapixels para chamadas e selfies rápidas.
Quando o dispositivo é aberto, a verdadeira surpresa surge no ecrã principal dobrável. O sensor fotográfico interior fica totalmente oculto sob o painel quando não está em utilização, surgindo sob a forma de uma Dynamic Island apenas quando a câmara ou o FaceTime são ativados. Na traseira, a configuração fica a cargo de um conjunto duplo composto por duas câmaras de 48 megapixels, apoiadas pelo processador Apple A20 Pro e 12GB de memória RAM.
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