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Estudo conclui que crianças estão a três cliques de conteúdo adulto no YouTube

Rui Oliveira por Rui Oliveira
11/02/2013 - Atualizado a 06/03/2021
Em Internet, Notícias, Redes sociais, YouTube

Crianças que vêem clips de conteúdo educativo como a Rua Sésamo no YouTube estão, em média, apenas a três cliques de distância de material adulto no site, incluindo nudez e violência. A conclusão é de um estudo conduzido pela conhecida empresa de segurança Kaspersky.

Um estudo divulgado a propósito do Dia da Internet Segura concluiu que clips de conteúdo explícito estavam disponíveis para crianças que tenham visto clips de programas educativos da TV.

Em um exemplo, os usuários do YouTube ficaram a dois cliques de distância de aceder a imagens de uma mulher dar à luz, depois de ver um vídeo da Rua Sésamo, referiu a empresa de segurança Kaspersky autora deste estudo. A lista de vídeos recomendados, exibidos no lado direito da página depois de um vídeo ser carregado, sugeriram em alguns casos vídeos com conteúdo explicito.

O estudo da Kaspersky no YouTube refere vários exemplos além do da Rua Sésamo de onde as crianças poderiam utilizar entre dois e quatro cliques para aceder material censurável no site de vídeos mais popular do mundo. Outro exemplo, terá sido um vídeo com uma música com palavrões e uso de armas que estava a dois cliques de distância (por intermédio “dos vídeos sugeridos”) de um clip do “Rastamouse” no YouTube.

“É preocupante ver como é simples para as crianças ter acesso a vídeos de natureza adulta no YouTube”, afirmou David Emm, investigador de segurança na Kaspersky Lab.

David Emm referiu ainda que a pesquisa no YouTube destaca o potencial perigo de deixar crianças sozinhas quando estão a utilizar a internet. “A facilidade de acesso ao conteúdo on-line inapropriado faz parte do amplo debate sobre se a internet deveria ser controlada ou censurada”, referiu o especialista.

O YouTube tem um modo de segurança que pode bloquear material inadequado, como material pornográfico e comentários desagradáveis. Contudo, a Google admite que o mecanismo de segurança pode não ser “100% preciso”, porque se baseia em parte em usuários para sinalizar vídeos impróprios.

Quando inquirida a propósito desta situação o YouTube reagiu através do seguinte comunicado:

“Nós levamos a segurança na plataforma muito a sério e trabalhamos em estreita colaboração com organizações como instituições de caridade, ou outras instituições presentes na nossa indústria e órgãos governamentais dedicados à protecção dos jovens. O YouTube tem uma variedade de recursos parentais no site tais como o currículo on-line, e outras ferramentas como o modo de segurança que os pais podem ligar para filtrar conteúdo e comentários potencialmente impróprios”

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Rui Oliveira

Rui Oliveira

é formado em Engenharia Informática na Universidade de Coimbra, e tem como áreas de interesse tecnologias Web e Gadgets.

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