No evento Think 2026, em Boston, a IBM anunciou a expansão mais abrangente até à data das suas capacidades de gestão de IA empresarial e de cloud híbrida. A apresentação do modelo operacional de IA da IBM responde ao principal desafio atual das organizações, muitas realizaram investimentos significativos na tecnologia, mas apenas um pequeno número considera obter resultados concretos. Esta arquitetura procura que as empresas consigam gerir sistemas impulsionados por IA com o rigor e a escala que aplicam à sua infraestrutura mais crítica.

A transição para a era agêntica
“As empresas que estão a liderar não são as que estão a implementar mais IA, mas sim as que estão a redesenhar a forma como o seu negócio opera”, afirmou Arvind Krishna, Presidente e CEO da IBM. A visão deste novo formato exige quatro sistemas integrados: agentes coordenados que atuam na empresa, dados conectados em tempo real, automação e uma abordagem híbrida focada na soberania e segurança.
No pilar dos agentes, a tecnológica revelou a próxima geração do watsonx Orchestrate. O sistema evolui para um plano de controlo na era multi-agente, o que permite a implementação de ferramentas de qualquer origem com políticas consistentes. Para efeitos de desenvolvimento, a organização disponibilizou a plataforma IBM Bob, que oferece controlos de segurança e de custos integrados, com suporte para ambientes de mainframe por via do pacote Bob Premium for Z.
Dados em tempo real e automação da infraestrutura
O sucesso dos sistemas agênticos exige informação conectada e governada. Através da parceria estratégica com a Confluent, a marca fornece uma base de dados em tempo real preparada para IA que utiliza as tecnologias Kafka e Flink. Testes internos de desempenho demonstraram que o motor watsonx.data Presto acelerado por GPU atinge poupanças de custos na ordem dos 83% e melhora a relação preço-desempenho em 30 vezes, de acordo com uma prova de conceito realizada com a Nestlé.
Para gerir a complexidade da infraestrutura técnica, a multinacional apresentou a plataforma IBM Concert. Esta solution correlaciona sinais em aplicações, redes e infraestruturas numa vista única. O sistema permite que as equipas atuem com base no contexto para corrigir incidentes e falhas de forma coordenada, através de um quadro de governança integrado e com supervisão humana.
Soberania operacional e governança em escala
A integração da IA no núcleo do negócio obriga a que a operação ocorra em ambientes mais sensíveis, com dados regulados e infraestruturas críticas. O novo IBM Sovereign Core integra políticas ao nível da execução da infraestrutura, o que prioriza a portabilidade das cargas de trabalho. A plataforma baseia-se em tecnologias abertas, como o Red Hat OpenShift, e conta com o suporte de um ecossistema de parceiros que inclui marcas como a AMD, Dell, Intel e Palo Alto Networks.
Apesar da ambição do plano, a leitura crítica do anúncio nota que componentes centrais para o sucesso desta arquitetura, como a próxima geração do watsonx Orchestrate e o Context no watsonx.data, encontram-se atualmente na fase de pré-visualização privada. O mercado corporativo necessita de aguardar pela disponibilidade comercial plena para comprovar a eficácia deste modelo no terreno.
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FAQ
O que motivou a IBM a apresentar este modelo operacional?
A IBM procura mitigar a brecha entre o volume de investimento corporativo em inteligência artificial e a minoria de empresas que declara obter resultados tangíveis. O foco recai na introdução de rigor, governança e escala nas operações.
Qual é o propósito da plataforma IBM Concert?
plataforma Concert atua na gestão da infraestrutura. A ferramenta correlaciona métricas e sinais numa visão única, para que as organizações substituam a monitorização passiva por uma resposta coordenada perante problemas de rede ou vulnerabilidades no código.
Como é que a arquitetura garante o acesso aos dados?
A tecnológica oferece uma base de dados em tempo real através da integração com a Confluent. A combinação de fluxos baseados em tecnologias Kafka e Flink com as capacidades do watsonx.data fornece a base necessária para que os agentes atuem com rapidez e exatidão.









