A Meta continua a ajustar a sua estrutura interna para reforçar o foco total na inteligência artificial. A empresa liderada por Mark Zuckerberg está a preparar uma reestruturação profunda, que vai afetar quase 20% de toda a sua força de trabalho global ao longo das próximas semanas.
Segundo um memorando interno partilhado recentemente, as mudanças incluem um número significativo de despedimentos e a reafetação de milhares de trabalhadores para novas equipas. Se acompanhas as movimentações do setor, não te vai surpreender saber que o objetivo final é criar uma estrutura corporativa muito mais ágil e com menos chefias intermediárias.
Esta decisão confirma a alteração estratégica da gigante tecnológica norte-americana, que deixa agora os projetos associados ao metaverso num papel secundário e canaliza um massivo investimento financeiro diretamente para os modelos de tecnologias generativas e de automatização.

Como vai funcionar a reestruturação interna?
A reestruturação da Meta resulta no despedimento de cerca de 8000 funcionários e na realocação de 7000 trabalhadores para divisões focadas puramente em inteligência artificial. A diretora de recursos humanos da marca, Janelle Gale, confirmou esta dura transição num documento formal enviado aos colaboradores da tecnológica.
Com o encerramento previsto de múltiplos cargos de chefia, a fabricante procura estabelecer uma organização plana. Este movimento drástico afeta escritórios espalhados por todo o mundo, existindo já instruções claras para que os funcionários na América do Norte trabalhem a partir de casa durante os dias marcados para as rescisões de contratos.
Quais são as novas prioridades de investimento?
Mark Zuckerberg comprometeu-se a investir entre 125 e 135 mil milhões de dólares ao longo deste ano na construção de novas infraestruturas de inteligência artificial. Os trabalhadores realocados vão agora integrar equipas que foram desenhadas unicamente para suportar esta estratégia agressiva e desenvolver produtos complexos que integram hardware e software.
Em vez de manterem as funções que ocupavam anteriormente, as equipas da Meta transitam para departamentos altamente especializados, como o de “Applied AI Engineering” e o “Agent Transformation Accelerator”. A nova organização de engenharia prevê os seguintes pontos fundamentais de atuação a curto e longo prazo:
- Desenvolvimento e expansão de novas ferramentas de IA autónomas para automatizar tarefas tradicionais.
- Avaliação detalhada do rendimento das novas tecnologias através de uma equipa central de analítica (“Central Analytics”).
- Aprofundamento das plataformas baseadas em componentes físicos, complementando o trabalho atual em dispositivos como os óculos inteligentes Ray-Ban Meta.
Este forte compromisso financeiro sublinha a imensa pressão que a tecnológica sente para se manter sustentável e competitiva contra rivais como a OpenAI e a Google. Para tentar equilibrar a folha salarial associada a este enorme esforço de contratação de investigadores líderes mundiais, a Meta decidiu também eliminar perto de 6000 vagas de emprego que se encontravam disponíveis nas plataformas de recrutamento.
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