A acessibilidade digital do novobanco passou a contar com um framework estruturado, desenvolvido em parceria com a consultora tecnológica Xpand IT, empresa com mais de 20 anos de presença no mercado nacional. O projeto enquadra-se nas obrigações impostas pelo Ato Europeu de Acessibilidade (Diretiva 2019/882), cujo prazo de conformidade para os serviços digitais no setor financeiro expirou em junho de 2025.

De diagnóstico interno à avaliação técnica
O ponto de partida foi uma fase de sensibilização e alinhamento entre as equipas do banco, com o objetivo de clarificar o impacto das decisões digitais na vida dos utilizadores. A consultora tecnológica Xpand IT trabalhou transversalmente com as áreas de tecnologia e de experiência do cliente. Seguiu-se uma avaliação aprofundada do canal móvel, com testes automáticos e manuais que cobriram navegação com leitores de ecrã, contraste, estrutura de conteúdos e consistência de interface.
Quatro pilares para um modelo escalável
Com base no diagnóstico realizado, foi construído um framework de acessibilidade digital assente em quatro componentes:
- Avaliação e diagnóstico contínuo dos recursos digitais
- Definição de normas internas alinhadas com as WCAG
- Capacitação das equipas para uma cultura inclusiva
- Mecanismos de governação e monitorização contínua
Este modelo permite que a acessibilidade digital do novobanco seja incorporada desde a fase de conceção dos produtos, com redução dos riscos de não conformidade e maior coerência entre equipas e canais.
Conformidade com a regulação europeia
A concretização deste projeto responde diretamente ao Ato Europeu de Acessibilidade, que estabelece requisitos vinculativos para os serviços digitais no setor financeiro. Segundo o comunicado conjunto das duas organizações, o banco assegura agora o cumprimento das normas WCAG e das exigências da diretiva europeia.
“A acessibilidade digital é um compromisso que assumimos com todos os nossos clientes. Este framework permite-nos garantir uma abordagem estruturada, consistente e alinhada com as melhores práticas“, afirmou Fedra Medeiros, Head of Experience Design & Agile do novobanco.
Carlos Neves, Head of UX da Xpand IT, defende que “a acessibilidade digital deve ser integrada desde a origem nos processos de design e desenvolvimento” e descreve o modelo como “sustentável e escalável“.
Implicações para o setor
A iniciativa sinaliza uma mudança de abordagem na inclusão digital na banca portuguesa: a acessibilidade deixa de ser tratada como requisito pontual e passa a integrar os processos de desenvolvimento desde a conceção. A eficácia do modelo dependerá da consistência da sua aplicação nos vários canais do banco ao longo do tempo, bem como da capacidade de manter o alinhamento com a evolução das normas WCAG.
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