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Primeiro iPhone dobrável chega em setembro para calar os rumores

Vitor Urbano por Vitor Urbano
13/04/2026
Em Apple

Se acompanhas o mundo da tecnologia, sabes que a entrada da Apple no mercado dos smartphones dobráveis tem sido um dos temas mais debatidos dos últimos anos. Durante muito tempo, a questão já não era “se” a marca iria lançar um equipamento deste género, mas sim “quando”. Por isso, quando um relatório da Nikkei Asia surgiu na semana passada a sugerir que o projeto tinha esbarrado em graves problemas de engenharia, o pânico instalou-se entre os investidores e os fãs mais acérrimos.

A notícia teve um impacto tão forte que até fez as ações da empresa de Cupertino caírem temporariamente. Contudo, podes respirar de alívio: as informações mais recentes, avançadas pelo conceituado jornalista Mark Gurman da Bloomberg, garantem que o calendário original se mantém totalmente intacto.

A estratégia da maçã e o formato de livro

Historicamente, a Apple nunca tem pressa em ser a primeira a lançar uma nova tecnologia. Enquanto marcas como a Samsung ou a Huawei andam a aperfeiçoar os seus ecrãs flexíveis há mais de meia década, a empresa norte-americana prefere aguardar até que os componentes atinjam um nível de maturidade irrepreensível. O aguardado dispositivo, que os rumores indicam que se chamará iPhone Ultra, deverá ser apresentado em setembro de 2026, lado a lado com os novos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max.

A marca optou por um formato de “livro”, oferecendo-te um ecrã exterior de 5,5 polegadas para as tarefas rápidas do dia a dia, como responder a mensagens ou verificar notificações. Quando precisares de mais espaço para trabalhar ou consumir multimédia, abres o equipamento e deparas-te com um generoso ecrã interior de 7,8 polegadas. Na prática, isto significa que terás a conveniência de um telemóvel normal e a produtividade de um iPad Mini fundidos num único dispositivo de bolso.

Apple iphone ultra - dobrável

Hardware de topo para suportar a exigência de dois ecrãs

Para garantir que a experiência de utilização é imaculada e não sofre com abrandamentos, a Apple não poupou nos componentes internos. O “motor” deste equipamento será o novo processador A20 Pro, acompanhado por 12GB de memória RAM. Esta quantidade de memória é absolutamente crucial não só para gerir a transição fluida de aplicações entre o ecrã exterior e o interior, mas também para suportar as exigentes tarefas de inteligência artificial que correm localmente no dispositivo.

  • Bateria de 5800 mAh: Uma capacidade colossal para os padrões habituais da Apple. É uma exigência técnica incontornável para alimentar um ecrã interno de grandes dimensões sem te deixar sem energia a meio da tarde.
  • Regresso do Touch ID: Numa decisão surpreendente, a marca deverá substituir o reconhecimento facial (Face ID) pelo leitor de impressões digitais. Isto acontece para evitar recortes intrusivos no ecrã flexível, integrando o sensor de forma invisível no botão lateral de energia.
  • Dobradiça de metal líquido: Um mecanismo mecânico altamente complexo, desenhado especificamente para garantir que o painel flexível não apresenta aquele vinco visível e tátil no centro, que tem sido um dos maiores defeitos apontados aos modelos da concorrência.

Uma produção complexa com unidades muito limitadas

Fabricar um smartphone com partes móveis é um desafio logístico tremendo. A Foxconn, parceira histórica da Apple na montagem de equipamentos, já iniciou a fase de produção experimental nas suas fábricas. Se todos os testes de controlo de qualidade correrem como planeado, a produção em massa arrancará em julho. O relatório inicial da Nikkei alertava precisamente para a complexidade desta fase de verificação, mas as fontes da Bloomberg asseguram que os obstáculos encontrados são perfeitamente normais no desenvolvimento de um produto com uma engenharia tão avançada.

O que deves ter em mente é que, quando o equipamento chegar às prateleiras (habitualmente uma semana após a apresentação oficial), a disponibilidade será bastante restrita. A Apple definiu uma meta de produção inicial entre os 7 e os 8 milhões de unidades. Embora pareça um número impressionante à primeira vista, representa menos de 10% do volume total de iPhones que a empresa planeia fabricar ao longo de 2026. Esta escassez inicial, aliada à complexidade do design e à elevada procura esperada, significa que se quiseres ser um dos primeiros a ter este iPhone Ultra nas mãos, terás de ser extremamente rápido no momento da pré-compra.

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Vitor Urbano

Vitor Urbano

Frequentou a licenciatura de Desporto em Setúbal e atualmente reside na Letónia. Apaixonado por novas tecnologias e fã do "pequeno" Android desde 2009.

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