TecheNet
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS
Sem resultados
Ver todos os resultados
TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados

Google alerta para aumento do LLM-jacking em 2026

Contas roubadas e capacidade computacional comprometida alimentam um mercado clandestino de acesso barato a modelos de inteligência artificial.

Alfredo Beleza por Alfredo Beleza
28/09/2026
Em Segurança, Inteligência Artificial

A Google identificou um aumento do LLM-jacking em 2026, com cibercriminosos a roubarem contas de inteligência artificial e recursos de computação para acederem a modelos avançados sem suportarem os respetivos custos.

Google alerta para aumento do llm-jacking em 2026
Imagem conceitual gerada por IA

O fenómeno abrange dois tipos principais de atividade. Num deles, credenciais de serviços de IA são roubadas e revendidas em mercados clandestinos. Noutro, os atacantes comprometem infraestruturas cloud e utilizam a capacidade computacional das vítimas para executar os seus próprios modelos.

O Google Threat Intelligence Group afirma ter registado este ano um aumento da atividade em mercados clandestinos relacionados com contas de IA. A procura concentra-se sobretudo em credenciais que permitem utilizar modelos e ferramentas avançadas sem pagar os preços cobrados pelos respetivos fornecedores.

Segundo um artigo do Financial Times, baseada em informação do Google Threat Intelligence Group, acessos não autorizados a modelos da Anthropic, Google e OpenAI chegaram a ser anunciados com descontos até 97% face aos preços legítimos.

Alguns vendedores passaram ainda a oferecer uma espécie de garantia informal. Quando uma conta comprometida é bloqueada, prometem fornecer novas credenciais sem custos adicionais, numa tentativa de tornar este mercado clandestino mais resistente às medidas de segurança adotadas pelas empresas de IA.

John Hultquist, analista-chefe do Google Threat Intelligence Group, descreveu ao Financial Times uma economia clandestina em crescimento em torno do acesso à inteligência artificial. A diferença de custos pode favorecer os atacantes, que conseguem utilizar capacidade computacional dispendiosa sem suportarem o preço normal do serviço.

LLM-jacking transfere os custos para as vítimas

O roubo de contas representa apenas uma parte do problema. A Google também observou atacantes que comprometem ambientes cloud empresariais para executar modelos de inteligência artificial através da infraestrutura das vítimas.

A lógica aproxima-se do cryptojacking, técnica na qual computadores comprometidos são utilizados para mineração de criptomoedas sem conhecimento dos seus proprietários. No LLM-jacking, o recurso procurado passa a ser a capacidade computacional necessária para executar cargas de trabalho de inteligência artificial.

Esta mudança tem uma consequência económica direta. GPUs, servidores e outros recursos associados à IA podem gerar custos elevados quando utilizados de forma intensiva. Ao comprometerem uma infraestrutura externa, os atacantes transferem essa despesa para a organização afetada.

O risco pode aumentar à medida que mais empresas alojam modelos próprios ou aplicações de IA nas suas infraestruturas. Servidores com aceleradores gráficos, chaves de API, credenciais e contas associadas a estes sistemas passam a representar ativos com valor direto no mercado clandestino.

Google observa ataques mais rápidos e automatizados

O aumento do LLM-jacking surge num contexto em que a Google também identifica uma maior automatização das operações cibernéticas assistidas por inteligência artificial.

No segundo trimestre de 2026, o GTIG observou atacantes que comprometeram um recurso cloud e prepararam uma campanha automatizada de recolha de credenciais em menos de seis horas. Segundo a Google, alguns grupos estão a passar de simples consultas a modelos para fluxos de trabalho com agentes capazes de executar várias tarefas de forma sucessiva.

Esta evolução reduz o tempo entre a intrusão inicial e a utilização efetiva da infraestrutura comprometida. Para as equipas de segurança, isso significa uma janela de resposta mais curta antes de os atacantes começarem a explorar os recursos disponíveis.

As primeiras fases da adoção empresarial de IA podem criar uma dificuldade adicional. Um aumento inesperado do consumo computacional pode ser confundido com utilização legítima de novos sistemas internos, sobretudo quando uma organização ainda não estabeleceu padrões normais de consumo.

Anthropic também documenta utilização maliciosa da IA

A tendência observada pela Google coincide com dados publicados por outros fornecedores de modelos.

No seu relatório de inteligência de ameaças de setembro, a Anthropic descreve operações que tentou interromper entre dezembro de 2025 e agosto de 2026 e nas quais diferentes intervenientes procuraram utilizar o Claude para atividades maliciosas.

Os casos abrangem operações cibernéticas, vigilância, campanhas de influência, fraude, investigação biológica, desenvolvimento de armamento convencional e tentativas de destilação de modelos. A empresa identificou entre os responsáveis suspeitos grupos patrocinados por Estados, criminosos com motivações financeiras, fornecedores comerciais de spyware e outros intervenientes.

O relatório não representa todo o panorama do cibercrime. A Anthropic documenta apenas atividade que conseguiu observar nos seus próprios serviços e selecionou os casos que considera mais relevantes ou invulgares.

O TecheNet analisou esta evolução no artigo Anthropic alerta para maior autonomia da IA em ciberataques, que descreve operações nas quais agentes já executam tarefas de reconhecimento, exploração e recolha de dados durante períodos prolongados com menor supervisão humana.

O LLM-jacking acrescenta outra dimensão ao problema. Os atacantes não utilizam apenas inteligência artificial para apoiar operações. Procuram também apropriar-se das contas, credenciais e infraestrutura computacional que lhes permitem aceder aos modelos sem suportarem os respetivos custos.

A Google não divulgou um número total de contas comprometidas nem estimou o valor financeiro do mercado de LLM-jacking em 2026. Os dados apresentados pelo GTIG indicam, contudo, maior atividade em torno do acesso clandestino a serviços e recursos de inteligência artificial.

Outros artigos interessantes:

  • Clicou num link de phishing? Saiba o que fazer agora
  • IA amplia falhas de segurança existentes, alerta Check Point
  • Shadow AI nas empresas: quando a IA é usada às escondidas
Tags: Google Threat Intelligence GroupLLM-jackingutilização maliciosa da IA
Partilha
Tweet
Envia
Alfredo Beleza

Alfredo Beleza

É o fundador e director editorial do TecheNet. Com carreira internacional como CEO e director comercial e de marketing em empresas em Portugal, na Suíça e no Brasil, desenvolveu uma perspectiva aprofundada sobre a intersecção entre tecnologia, negócios e mercados globais. Com formação em Gestão, Administração e Marketing pela Webster University, na Suíça, criou o TecheNet como um projecto editorial comprometido com o rigor e a imparcialidade da informação tecnológica em língua portuguesa.

Artigos relacionados

Google photos gemini

Google limita modelos gratuitos do Gemini a partir de outubro

05/10/2026
Prime big deal days atraem nova vaga de sites falsos e phishing

Prime Big Deal Days atraem nova vaga de sites falsos e phishing

04/10/2026
Como escrever prompts para ia que dão respostas melhores

Como escrever prompts para IA que dão respostas melhores

03/10/2026
Agente da openai acede a dados não públicos australianos sobre incêndios

Agente da OpenAI acede a dados não públicos sobre incêndios

03/10/2026

Últimas notícias

Google lança Android 17 QPR3 Beta 1 para Pixel

AGON PRO AGP257FT combina 1.000 Hz nativos com Fast IPS

Prime Big Deal Days atraem nova vaga de sites falsos e phishing

TAG Heuer Connected Calibre E5 troca Wear OS por sistema próprio

Tapo RV50 Pro Omni chega a Portugal por 599,99 euros

QNAP QSW-M5218 combina portas 10GbE com uplinks 25GbE

5 Gadgets UGREEN que resolvem problemas do dia a dia

Como escrever prompts para IA que dão respostas melhores

Smartphones Vertu: luxo ou tecnologia a sério?

POCO X8 aposta numa bateria de 8340 mAh e carga de 67 W

Agente da OpenAI acede a dados não públicos sobre incêndios

O smartphone aquece demasiado? Causas e soluções

Samsung menciona One UI 9.5 numa aplicação oficial

Samsung aumenta preços do Galaxy S26 também na Europa

Samsung prepara Galaxy Glasses para lançamento já em novembro

Huawei Mate 90 reforça XMAGE com novas ferramentas de fotografia

Huawei Mate 90 Pro Max chega com Kirin 9050 Pro e LogicFolding

Huawei apresenta série Mate 90 com 4 modelos e HarmonyOS 7

Broadcom poderá emprestar 42 mil milhões à Anthropic

Do primeiro jogo à entrega do título: três lições sobre IA empresarial retiradas do Mundial

Techenet LOGO
  • Quem somos
  • Fale connosco
  • Termos e condições
  • Política de comentários
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • O uso de IA no TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.