Quase metade dos consumidores em território nacional tenciona realizar compras na Black Friday ou na Cyber Monday. Os dados resultam do estudo Google Consumer Survey e ilustram a preparação do retalho para a “Peak Season”, período promocional de fim de ano que começa no final de outubro e encerra em janeiro.

Google Consumer Survey: O comportamento e o orçamento dos consumidores
Os portugueses dividem-se entre a adoção de orçamentos rígidos e o compasso de espera por descidas abruptas de preço nas lojas digitais.
O estudo Google Consumer Survey, realizado em Portugal a 26 de abril de 2026 com base em 25.609 entrevistas, quantifica a intenção de consumo para o último trimestre do ano. Os resultados indicam que a esmagadora maioria da população prefere as épocas promocionais concentradas no tempo. Apenas 7% do público inquirido opta por realizar transações fora dos múltiplos momentos de oferta do mercado.
A lista de preferências é liderada pelo interesse em efetuar compras na Black Friday (36%), com os saldos tradicionais de janeiro a ocupar o segundo lugar das intenções (27%). As campanhas dedicadas ao Natal representam 17% das escolhas de aquisição. Os períodos promocionais do Prime Day e da Cyber Monday registam 5% da intenção de consumo cada um.
A análise aos gastos dos portugueses mostra que 63% dos inquiridos prevê despender até 300€. Em detalhe, 36% do painel aponta para limites até 100€ e 27% tenciona alocar até 300€ ao comércio eletrónico. O escalão intermédio até 500€ recolhe a preferência de 19% dos clientes. Uma franja minoritária de 16% declara disponibilidade financeira superior a 500€ para o fecho de 2026.
O papel do YouTube nas decisões de compras na Black Friday
A plataforma de vídeos da Google – YouTube – influencia diretamente o funil de conversão em mais de metade das transações planeadas para o final do ano.
A jornada atual dos clientes em Portugal integra a análise audiovisual de forma contínua. A decisão de compra no YouTube afeta 56% dos utilizadores inquiridos pela tecnológica. A plataforma assume múltiplas funções nas diferentes etapas da avaliação dos produtos.
A descoberta de novas referências comerciais motiva 15% dos acessos efetuados ao serviço. A comparação prática de preços capta 14% das interações registadas no estudo. A avaliação técnica, suportada pela consulta de análises audiovisuais, justifica 13% da atividade. Uma percentagem de 12% procura inspiração genérica nas semanas anteriores à concretização da encomenda.
A adaptação do retalho à pesquisa gerada por IA
O encurtamento temporal entre a fase de descoberta e a conversão exige às marcas uma otimização profunda dos catálogos eletrónicos.
A Google aponta que os motores de pesquisa baseados em inteligência artificial tornam as rotas de consumo mais visuais e complexas. Joana Bastos dos Santos, Head of Sales da Google Portugal, esclarece que a adoção de sistemas suportados por IA reduz o intervalo entre a primeira pesquisa e o fechar da transação.
A executiva sublinha exigências claras para as estratégias de retalho online das marcas que operam no mercado nacional. As empresas necessitam de garantir a indexação correta das descrições dos artigos. A disponibilização visível das avaliações dos utilizadores assume relevância para as novas métricas de pesquisa. O recurso à automação torna-se essencial para intercetar o utilizador no minuto exato em que este valida a aquisição.
Implicações para o comércio eletrónico em 2026
O tecido retalhista necessita de respostas de preço flexíveis para captar a larga fatia demográfica que adia a compra sem objetivos definidos.
As dinâmicas reportadas ilustram um mercado nacional dividido a meio no seu modo de ação. Um bloco de 35% do público afirma esperar para verificar o que entra em promoção. Esta atitude reativa demonstra total permeabilidade à influência do preço e reduz a eficácia do pré-aquecimento de campanhas.
Em contrapartida, 34% dos clientes delineiam as aquisições de forma metódica. Este cenário dual força os retalhistas a executar estratégias simultâneas durante as compras na Black Friday. O mercado exige propostas de desconto abrupto para reter os indecisos e programas de fidelização precoce para assegurar a quota de mercado do segmento planeador.
Pontos Principais
- O estudo baseia-se em 25.609 entrevistas efetuadas em Portugal a 26 de abril de 2026.
- 44% do painel admite investir recursos na Black Friday ou na Cyber Monday.
- O YouTube assume peso nas conversões em 56% dos inquiridos (com foco em descoberta e preços).
- 63% dos consumidores tenciona gastar um limite máximo de 300 euros até janeiro.
- O retalho enfrenta o desafio de uma massa de 35% de compradores focados na descida reativa de preços.
FAQ – Perguntas frequentes
Quanto tencionam gastar os portugueses compras na Black Friday?
O estudo Google Consumer Survey indica que mais de metade do público tenciona investir até 300 euros. As alocações dividem-se em orçamentos até 100 euros (36%) e montantes entre os 100 e 300 euros (27%), com 16% a planear gastos acima dos 500 euros.
Qual é o impacto do YouTube na Peak Season?
A pesquisa revela que 56% dos clientes integram o YouTube na jornada de consumo. A rede da Google apoia objetivos práticos, com percentagens consistentes alocadas à descoberta de novidades (15%), comparação de valores comerciais (14%) e leitura atenta de avaliações (13%).
Como devem as marcas adaptar as campanhas promocionais
O retalho precisa de estruturar os dados de produto para os novos motores de pesquisa com IA. A Google indica que as empresas devem publicar descrições rigorosas, centralizar as opiniões dos clientes e adotar campanhas de automação para responder à contração do tempo de decisão.
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