A palavra “grátis” não é algo que associemos frequentemente à Disney, mas isso pode estar prestes a mudar. A gigante do entretenimento está a avaliar a possibilidade de lançar um plano totalmente livre de custos para o seu serviço de streaming.
Numa altura em que os preços das subscrições não param de aumentar e os utilizadores começam a cancelar os seus planos, esta pode ser a lufada de ar fresco que muitos procuravam. O objetivo da empresa é atrair mais público e manter a retenção de clientes forte num mercado cada vez mais competitivo.
Embora ainda não exista um anúncio oficial por parte da marca, os rumores indicam que esta nova modalidade será inteiramente suportada por publicidade. Se a ideia avançar, o Disney+ poderá adotar um modelo muito semelhante ao que já conhecemos de plataformas como a Pluto TV ou a Tubi.

Como vai funcionar este novo plano gratuito do Disney+
De acordo com as mais recentes fugas de informação, a ideia surgiu originalmente durante uma reunião interna com Adam Smith, o atual Chief Product and Technology Officer da empresa. A estratégia em cima da mesa passa por oferecer um catálogo de filmes e séries sem exigir qualquer tipo de pagamento mensal, rentabilizando os acessos unicamente através de anúncios publicitários.
No entanto, como dita a sabedoria popular portuguesa, quando a esmola é grande, o pobre desconfia. A verdade é que nem todo o catálogo premium da plataforma deverá ficar disponível para quem optar por não abrir os cordões à bolsa.
O que poderás perder com a versão sem custos
Se estás a esfregar as mãos a pensar que vais fazer uma maratona com todas as séries do universo Marvel ou rever os clássicos de Star Wars sem pagar um cêntimo, é melhor teres alguma calma. É extremamente provável que estas grandes franquias fiquem fora dos limites da versão gratuita.
A matemática da Disney tem bastante lógica e parece claramente inspirada no caso de enorme sucesso do Spotify. A famosa aplicação de música percebeu cedo que, ao oferecer uma porta de entrada gratuita, consegue alcançar um volume massivo de utilizadores (atualmente 483 milhões no plano grátis) e, em troca, cobra valores chorudos aos anunciantes por esse alcance impressionante. É no mínimo garantido que a Disney não é o tipo de empresa que deixa dinheiro em cima da mesa.
Alguns números curiosos sobre o streaming da marca
Para entenderes o porquê de esta possível jogada fazer todo o sentido para os executivos, basta analisarmos os dados globais mais recentes da plataforma:
- O Disney+ conta atualmente com uns impressionantes 131,6 milhões de subscritores em todo o mundo.
- No mais recente ano fiscal de 2025, o serviço conseguiu adicionar 7 milhões de novos clientes core, conseguindo quebrar uma perigosa fase de abrandamento.
- Curiosamente, cerca de 30% destes subscritores já utilizam o plano básico com anúncios, o que prova a forte recetividade do público a opções mais baratas.
- No mercado norte-americano, os pacotes atuais começam nos 12,99 dólares mensais, com as opções sem publicidade a chegarem aos 18,99 dólares.
Fica assim claro que arranjar formas alternativas de atrair público é o grande desafio das tecnológicas neste momento. Resta-nos agora aguardar para ver se as chefias dão luz verde a esta ideia que, diga-se de passagem, seria uma excelente notícia para quem já não tem orçamento para assinar todos os serviços do mercado.
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