A OnePlus, a marca que durante anos nos habituou a smartphones topo de gama a preços de saldo, parece estar prestes a arrumar as malas e abandonar os mercados da Europa e dos EUA.
Vários relatórios recentes, citando fontes ligadas à indústria mobile, indicam que a empresa chinesa e a sua casa-mãe, a Oppo, preparam-se para anunciar alterações drásticas à sua estratégia global muito em breve.
É no mínimo triste ver o mítico flagship killer original perder o fulgor no ocidente, mas a verdade é que os sinais de abrandamento e desinvestimento já se faziam notar nas lojas europeias da marca há alguns meses.

O que muda na estratégia global da marca?
Para quem tem acompanhado o percurso da OnePlus nos últimos tempos, este desfecho não é propriamente um raio em céu sereno. A marca tem vindo a fundir-se gradualmente com a Oppo, e agora parece que a absorção vai ser total nos mercados ocidentais.
Ao que tudo indica, as lojas oficiais na Europa já estão a escoar as últimas unidades em stock, que não deverão ser repostas. A prioridade da fabricante vai agora concentrar-se na Índia e na China, onde a OnePlus continuará a operar como uma linha mais acessível dentro do gigantesco ecossistema da Oppo, perdendo grande parte da sua identidade independente.
O impacto para os atuais utilizadores e as vendas
Se já tens um smartphone da OnePlus no bolso, não precisas de entrar em pânico imediato. A empresa já garantiu, em reuniões recentes à porta fechada com a imprensa, que o suporte aos equipamentos atuais não vai acabar de um dia para o outro.
Apesar do iminente encerramento das operações comerciais, os clientes atuais não vão ficar de mãos a abanar. Eis o que deves saber sobre o futuro a curto prazo do teu dispositivo:
- Atualizações de software regulares garantidas até ao fim do ciclo de vida estipulado para cada smartphone.
- Manutenção integral das condições de garantia para eventuais reparações e suporte técnico local.
- Forte possibilidade de substituição do afamado OxygenOS pelo ColorOS, uniformizando o sistema operativo com os modelos da Oppo.
No entanto, o fim dos novos lançamentos na Europa deixa um vazio complicado de preencher. Tentar competir num mercado dominado por titãs como a Apple e a Samsung, especialmente numa altura em que a inflação dos componentes de memória esmaga as margens de lucro, provou ser uma barreira absolutamente intransponível para o modelo de negócio original da marca.
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