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Por que as NFTs custam tão caro?

Alfredo Beleza por Alfredo Beleza
11/02/2022 - Atualizado a 04/03/2022
Em Criptomoedas

Entenda um pouco mais sobre as NFTs, a tecnologia do momento, e descubra seu potencial para os negócios

Se você está ligado nas últimas tendências sobre tecnologia, provavelmente já se deparou com alguma notícia falando sobre o tal do NFT – e como algumas empresas e pessoas milionárias têm investido muito dinheiro para a aquisição desses arquivos tão valiosos. Afinal, hoje existe uma série de itens vendidos por NFT, desde grandes obras de arte, que são leiloadas em lugares específicos para essa tecnologia, até mesmo para coleções de roupas de luxo e casas (físicas mesmo!).

Mas o que é essa tecnologia, por que as pessoas estão tão fissuradas nisso, qual transformação ela traz ao mundo digital e por que ela é tão cara? O primeiro passo é entender a sigla: NFT significa tokens não fungíveis. Ou seja, em sua essência, corresponde a um token criptografado que é único, algo exclusivo, quase como um certificado de autenticidade, mas digital e feito com uma tecnologia muitíssimo semelhante às criptomoedas.

Nfts

Em linhas gerais, o NFT nada mais é do que um certificado que torna aquele objeto digital em algo exclusivo, tudo por meio de uma corrente de criptografia, para agregar autenticidade e atribuir aquele arquivo a um dono. E tudo isso ocorre de maneira muito livre, sem intermediadores, como bancos, governos e afins, e em uma transação realizada sempre por criptomoedas.

E isso tudo já dá algumas dicas e sinais de por que essa tecnologia é tão cara e o motivo pelo qual as empresas e pessoas de grande poder aquisitivo têm tanto interesse nos NFTs.

O gasto energético para criar um blockchain para NFTs

Outro ponto que precisa ser evidenciado nesse mundo de NFTs é que, para que ele funcione como um certificado de autenticidade digital que não seja passível de cópia ou fraude, é necessário que seja inserido em outra tecnologia, a de blockchains – que também, veja a coincidência, é o sistema que garante a segurança das transações de criptomoedas.

Essa tecnologia nada mais é do que uma corrente de bloqueios que criptografam cada minúsculo pedaço de um determinado arquivo, tornando-o quase impossível de se copiar. E esse não é exatamente um processo gratuito, posto que são necessários uma série de servidores para que essa proteção continue garantida.

E toda a transação é feita em criptomoedas, que também são muito caras para produzir. Juntando tudo, é esse o motivo pelo qual os NFTs não são baratos. Mas o preço exorbitante das peças, na verdade, tem mais a ver com a exclusividade do certificado e com a novidade da tecnologia do que exatamente com os gastos dela.

No ano passado, a obra “Everydays: The First 5.000 days” (Todos os dias: os primeiros 5 mil dias) do artista beeple, que comercializa em NFTs, marcou a história como um dos tokens mais caros já comercializados em toda a história. Reunindo as primeiras 5.000 artes, beeple recebeu um total de US$ 69.346.250,00. O valor corresponde a essa propriedade e autenticidade.

Há outros produtos vendidos no metaverso também, a ver pelas linhas de roupas de grandes marcas de luxo – que coexistem no mundo digital e no físico também –, processos e até mesmo casas já estão à venda nesse universo, como a MetaReal, que está à venda no universo digital da The Sandbox.

Interesse das empresas

Com o crescimento desse mercado, ainda que ele esteja restrito a uma classe econômica com muito poder aquisitivo, as empresas têm enxergado na tecnologia de NFT uma grande oportunidade de negócios. E isso vem não apenas pelo valor das peças, mas também (e principalmente) porque essa será a tecnologia-base do metaverso, que tem um potencial gigantesco e extremamente lucrativo – não à toa, o Facebook mudou seu nome para Meta, e tem assumido as rédeas do projeto de criar um metaverso.

Ainda é cedo para ditar o futuro do NFT, mas vemos um crescimento de interesse considerável por parte do público nessa tecnologia. Isso significa que uma parte da população deve, em breve, começar a usar o conversor de moeda para transformar o dinheiro em criptomoedas. E isso será um fator de suma importância para o crescimento do metaverso.

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Tags: BlockchaincriptomoedasNTFtecnologia;
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Alfredo Beleza

Alfredo Beleza

É o fundador e director editorial do TecheNet. Com carreira internacional como CEO e director comercial e de marketing em empresas em Portugal, na Suíça e no Brasil, desenvolveu uma perspectiva aprofundada sobre a intersecção entre tecnologia, negócios e mercados globais. Com formação em Gestão, Administração e Marketing pela Webster University, na Suíça, criou o TecheNet como um projecto editorial comprometido com o rigor e a imparcialidade da informação tecnológica em língua portuguesa.

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