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Microsoft recorre ao Supremo Tribunal do Reino Unido por licenças usadas

Vitor Urbano por Vitor Urbano
31/07/2026
Em Microsoft

A batalha jurídica travada no Reino Unido promete abanar os alicerces do mercado de software e, honestamente, o desfecho pode custar muito caro à gigante de Redmond.

A Microsoft decidiu recorrer para o Supremo Tribunal britânico depois de ter perdido duas vezes consecutivas num tribunal de recurso contra a ValueLicensing.

Em causa está o mercado milionário das licenças em segunda mão, onde a tecnológica é acusada de abafar a concorrência para impulsionar os seus serviços na nuvem.

Uma disputa milionária sobre o controlo do software

A polémica começou quando a ValueLicensing, uma empresa especializada no redesconto e revenda de licenças perpétuas de software empresarial, decidiu levar a Microsoft aos tribunais. A acusação é clara: a tecnológica terá criado regras e incentivos para impedir que as empresas vendessem as suas licenças antigas do Windows e do Office.

Em vez de permitir o mercado livre de licenças em segunda mão, a empresa de Satya Nadella terá pressionado os clientes a migrarem para as assinaturas do Microsoft 365. Esta prática reduziu drasticamente o inventário disponível para revenda, sufocando quem dependia desse modelo de negócio e obrigando as empresas a pagar mais.

Criticas internas
Imagem: efes / pixabay

O impacto financeiro e as consequências para a indústria

As derrotas anteriores na justiça britânica deixaram a Microsoft numa posição delicada, uma situação que é no mínimo preocupante para os cofres da empresa. Estima-se que os valores envolvidos nesta indemnização e nas perdas do setor alcancem os vários milhares de milhões de libras.

Para compreenderes melhor o que está verdadeiramente em jogo no Supremo Tribunal, importa olhar para os pontos centrais desta acusação:

  • Restrição de mercado: Limitação do comércio legal de licenças perpétuas do Windows e do Office.
  • Migração forçada: Pressão sobre os clientes empresariais para transitar para o modelo de subscrição mensal na nuvem.
  • Prejuízos bilionários: Perdas estimadas em milhares de milhões para revendedores e clientes que pagaram mais por licenças.

Caso o Supremo Tribunal do Reino Unido decida contra a gigante americana, o precedente criado será histórico. O mercado europeu de software em segunda mão poderá ganhar uma nova vida e forçar outras tecnológicas a reverem as suas estratégias de licenciamento.

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Tags: Licençasmicrosoftreino unidoSupremo Tribunal
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Vitor Urbano

Vitor Urbano

Frequentou a licenciatura de Desporto em Setúbal e atualmente reside na Letónia. Apaixonado por novas tecnologias e fã do "pequeno" Android desde 2009.

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