IBM revela nova arquitetura de computação baseada no cérebro


A IBM anunciou ontem o que considera como mais um passo dado no sentido de uma nova geração de aplicações que podem vir a equivaler em eficiência ao cérebro em termos de percepção, cognição e acção.

Na quarta-feira, cientista da IBM anunciou uma nova arquitectura de computação baseada no cérebro humano. A IBM Research disse ontem à ontem à noite em comunicado que seu novo ecossistema de software foi construído para programar os chips de silício tem uma arquitectura inspirada directamente pelo tamanho do cérebro, função e uso mínimo de energia.

“Estamos a trabalhar para criar um Fortran ((IBM Mathematical FORmula TRANslation System) para chips neurosynaptic,” declarou o principal investigador da IBM e director sénior Dharmendra Modha. Disse ainda: “Enquanto complemento aos computadores de hoje, traz uma fundamental nova capacidade tecnológica em termos de programação e aplicação de sistemas de aprendizagem emergentes”.

ID-1008640A IBM criou um multi-threaded, e que Dharmendra Modha diz ser um simulador de software altamente escalável do tipo de arquitectura cognitiva que imagina e que compreende uma rede de núcleos neurosynaptic.

Assim, criou-se um modelo de neurónio spiking altamente parametrizado para ser simples e digital, e que forma, o que chamou de, uma “unidade de processamento de informação fundamental do cérebro, como a computação” e “suporta uma ampla gama de computações neural determinísticas e estocásticas,  códigos e comportamentos.” Segundo a IBM,  este tipo de rede poderia potencialmente lembrar coisas, sentir e até mesmo agir de acordo com uma série de estímulos ambientais “espaço-temporais, multi-modais.”

No longo prazo, o objectivo da IBM é construir um sistema de chip de computador, com dez biliões de neurónios e de uma centena de triliões de sinapses (No total, o cérebro tem cerca de 20 biliões de neurónios e 200 triliões de sinapses), e diz ainda Dharmendra Modha que esta arquitectura de computação não deverá usar mais do que um quilowatt de energia nem ocupar menos de dois litros de volume. Tudo isto tendo como modelo o cérebro.

Não é de espantar quando a IBM declara esperar que sua descoberta possa apoiar a próxima geração de aplicações que têm o objectivo de espelhar as capacidades do cérebro em termos de percepção, cognição e acção uma vez que já em 2011 com o projecto Blue Gene anunciou que este possível rival do cérebro humano pode estar pronto em 2019.

 

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Ana Bravo
, formada em Relações Públicas e Publicidade, tem formação em Jornalismo radiofónico, é formadora certificada e dá formação em diversas áreas de Desenvolvimento Pessoal. É colaboradora do Jornal Boas Notícias para onde escreve há 2 anos a rubrica ABC da Poupança. É colaboradora na LOC (Liga Operária Católica) desenvolvendo workshops de finanças pessoais para pessoas no limiar da pobreza. Siga-a no Google +

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