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Memórias USB e cartões SD são responsáveis por 30% das infecções por malware

Alfredo Beleza por Alfredo Beleza
30/08/2013
Em Segurança





A grande maioria dos usuários/utilizadores da internet tem consciência dos perigos que se podem encontrar quando navega na web. As ameaças são as mais diversas, desde emails de phishing a links maliciosos escondidos em banners. Na realidade, se não se tomarem as devidas precauções, navegar na Internet pode tornar-se numa experiência extremamente desagradável e perigosa

Apesar da maioria dos usuários/utilizadores terem consciência das ameaças online, é importante não descurar as ameaças offline. Os equipamentos não estão apenas vulneráveis a ciberataques. Os cibercriminosos estão sempre a criar novas formas de ataque e os dispositivos de armazenamento amovíveis não estão isentos de riscos.

De acordo com o último relatório de malware da Kaspersky Lab, 30% das infecções de malware espalham-se através das memórias USB ou de cartões SD. Este tipo de dispositivos é frequentemente utilizado, tanto para armazenar e partilhar documentos com os colegas de trabalho como para passar fotos a amigos e familiares. Na realidade, ainda que pareçam inofensivos, se caírem em mãos erradas podem revelar-se muito perigosos.

O cibercriminoso pode infectar um equipamento com um malware introduzido numa pen USB, que depois de ligada ao computador da vítima pode continuar a espalha-lo por outros equipamentos. Estes dispositivos amovíveis também se podem utilizar para roubar informação directamente do computador ou, dado o seu tamanho tão pequeno e compacto, correm o risco adicional de serem roubados ou perdidos.

Como segurança nunca é demais, vale a pena ler com atenção algumas dicas da Kaspersky Lab que irão ajudar a manter as suas memórias USB limpas e livres de vírus:

  1. Configurar o sistema operativo para que não se executem ficheiros na USB. Se um atacante deixar uma pen USB infectada num escritório para que alguém o recolha e o ligue ao seu PC, assegure-se que tem o seu software antivírus configurado para que não abra e execute os ficheiros infectados.
  2. Actualizar o sistema operativo. Cada vez que o sistema operativo lança uma actualização, não hesite em descarrega-la. As correcções servem para melhorar as imperfeições e vulnerabilidades do software e, se não forem instaladas, o equipamento pode correr riscos adicionais. No caso do malware para USB, deve-se ainda assegurar de que o sistema operativo dispõe de uma correcção contra os exploits auto-executáveis para que o sistema não execute automaticamente qualquer ficheiro do dispositivo amovível.
  3. Não copiar ficheiros executáveis. Os ficheiros executáveis podem fazer com que o seu equipamento realize tarefas seguindo instruções encriptadas. Imagine o dano que pode causar a cópia deste tipo de ficheiros a partir de uma fonte desconhecida. Por este motivo, é melhor evitar fazê-lo. Recomendamos que faça sempre os downloads directamente das páginas oficiais.
  4. Manter os dispositivos USB separados. Devem sempre utilizar-se USBs procedentes de fontes de confiança e nunca misturar dispositivos pessoais com profissionais. É aconselhável manter separados as informações de trabalho das pessoais, especialmente se a USB for utilizada por pessoas diferentes.

 

Fonte: Kaspersky Lab

Tags: ameaças onlinecartões SDciberataquescibercriminososmemórias USBsegurança
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Alfredo Beleza

Alfredo Beleza

É o fundador e director editorial do TecheNet. Com carreira internacional como CEO e director comercial e de marketing em empresas em Portugal, na Suíça e no Brasil, desenvolveu uma perspectiva aprofundada sobre a intersecção entre tecnologia, negócios e mercados globais. Com formação em Gestão, Administração e Marketing pela Webster University, na Suíça, criou o TecheNet como um projecto editorial comprometido com o rigor e a imparcialidade da informação tecnológica em língua portuguesa.

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