Europa pretende expandir “direito ao esquecimento” na web a nível global





Desde maio deste ano, após decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), o Google viu-se obrigada a responder os pedidos de utilizadores e apagar dados e informações pessoais processadas e armazenadas pelos seus servidores. Depois de conseguir que a gigante tecnológica e outros buscadores sejam obrigados a conceder o “direito ao esquecimento” em território europeu, a União Europeia agora quer estender o recurso ao restante do mundo.

Em dois meses, só o Google recebeu 70 mil pedidos de “esquecimento”. Contudo, estas decisões acabam por afetar apenas as versões locais do site, como o google.fr (França) e o google.de (Alemanha), demonstrando alguma ineficiência – visto que é relativamente simples acessar a versão global do buscador e averiguar o conteúdo completo do site.

Em declaração à Reuters, Isabelle Falque-Pierrotin, líder do órgão que trata de privacidade na internet em território francês, explicou que “de acordo com as análises legais e técnicas que estamos realizando, eles deveriam incluir o ‘.com'”. Contudo, o Google afirma ainda não ter analisado os termos a apresentados pela União Europeia, embora a empresa tenha discordado anteriormente da necessidade de levar o “direito ao esquecimento” a nível global.

Vale lembrar que apenas em três dias, logo a seguir à decisão do TJUE, o Google recebeu mais de 41 mil pedidos de cidadãos europeus para que seus dados fossem retirados do site.

via Olhar Digital

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Cláudia Assis
Jornalista, Assessora de Comunicação e Gestora de Marcas nas redes sociais, Cláudia Assis tenta definir a si mesma como "uma menina multitask". Aquariana [logo vanguardista!] e nômade por natureza, viu a sua vida ser conduzida numa viagem transatlântica rumo a Portugal. O objetivo inicial era um mestrado em Ciências da Comunicação mas, desde então, vive num enamoramento constante com a terra de Pessoa. E, assim como o poeta, ela é também muitas "pessoas". CAssis é uma delas [talvez a mais intensa] e que nada mais é que uma versão 2.0 de si mesma, um alter-ego nas redes sociais. O que “ambas” têm em comum? Falam muito. Sobre tudo e todos. Têm sempre uma opinião a dar.

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