Se passas a vida agarrado ao telemóvel, seja a devorar séries, a destruir os teus adversários em jogos online ou simplesmente a trabalhar em movimento, sabes que há dois fatores que nunca são demais: o tamanho do ecrã e a duração da bateria. A Xiaomi tem noção dessa fome insaciável por mais espaço e mais energia, e tudo indica que está a preparar uma resposta que vai abalar o mercado. De acordo com as mais recentes fugas de informação, a fabricante chinesa tem nos seus laboratórios um dispositivo que promete ser um verdadeiro titã, combinando um ecrã massivo com uma bateria que roça o absurdo.
Os detalhes sumarentos deste novo equipamento chegam-nos através do reputado leaker Digital Chat Station, que partilhou as suas descobertas na rede social chinesa Weibo. Segundo as suas informações, a Xiaomi está a afinar um smartphone que ostentará um impressionante ecrã de 7 polegadas. Estamos a falar de dimensões que entram quase no território dos pequenos tablets, mas com a vantagem de ainda caberem (com algum esforço, claro) no teu bolso. Para garantir que a qualidade visual acompanha o tamanho, este painel gigante oferecerá uma resolução super nítida de 2K.

Mas o que adianta ter um ecrã gigantesco se a bateria morrer a meio da tarde? É aqui que a Xiaomi atira a verdadeira bomba: o dispositivo será alimentado por uma bateria colossal de 10.000 mAh. Num mercado onde a norma dos topos de gama ainda luta para ultrapassar os 5.000 ou 6.000 mAh, esta capacidade duplica a parada. Isto traduz-se em vários dias de utilização intensa sem sequer olhares para uma tomada elétrica, acabando de vez com a tua ansiedade de ficar sem carga a meio de uma viagem.
Construção de elite e segurança ultrassónica
Poderias pensar que um telemóvel focado em tamanho e bateria faria concessões noutros departamentos, mas o relatório do Digital Chat Station aponta noutra direção. A Xiaomi quer que este dispositivo tenha uma sensação premium e indestrutível nas tuas mãos.
Para começar, o corpo do telemóvel será suportado por uma moldura metálica robusta, afastando-se dos plásticos usados em gamas mais baixas. No que toca à durabilidade contra os elementos, a marca não fez poupanças: o equipamento virá com dupla certificação IP68 e IP69. Isto significa que, para além da habitual proteção contra poeiras e submersão em água, o telemóvel será capaz de resistir a jatos de água de alta pressão e alta temperatura. É praticamente um “tanque” de guerra digital.
Ao nível da biometria, a Xiaomi vai abandonar os sensores óticos tradicionais em favor de um leitor de impressões digitais ultrassónico embutido debaixo do ecrã. Esta tecnologia é muito mais rápida, segura e funciona de forma impecável mesmo que tenhas os dedos molhados ou sujos.
O mistério do nome: Será o Redmi K100 Pro Max?
Embora o informador não tenha revelado o nome exato da máquina, não é preciso ser um detetive de topo para juntar as peças do puzzle. Todas as pistas, bem como a janela de lançamento apontada para o final do ano de 2026, sugerem fortemente que estamos perante o futuro Redmi K100 Pro Max.
Se olharmos para o historial da marca, esta teoria faz todo o sentido. O seu antecessor, o Redmi K90 Pro Max (lançado no final do ano passado), já tinha surpreendido o mercado com um ecrã enorme de 6.9 polegadas e uma bateria de silício-carbono de 7.560 mAh. O salto para as 7 polegadas e 10.000 mAh é a evolução natural e drástica desta linhagem. A utilização da tecnologia de baterias de silício-carbono é, aliás, o grande segredo que permite encaixar tanta energia num telemóvel sem que este fique com a espessura de um tijolo dos anos 90.
Para gerir tudo isto, o leak menciona ainda a inclusão de um poderoso processador construído com tecnologia de 3nm. Se o histórico da série se mantiver, é muito provável que vejamos o melhor chip que a Qualcomm tiver para oferecer no final do ano (possivelmente a próxima geração da série Snapdragon 8 Elite) a dar vida a este colosso.
Ainda faltam alguns meses até vermos este telemóvel sair da sombra e chegar às prateleiras, mas a promessa de um ecrã de 7 polegadas com bateria de 10.000 mAh já é suficiente para deixar qualquer consumidor intensivo em pulgas. Se a Xiaomi acertar no preço, a concorrência terá razões muito sérias para se preocupar no final de 2026.
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