TecheNet
  • Mobile
    • APPLE
    • APPS
    • GOOGLE
    • HUAWEI
    • ONEPLUS
    • SAMSUNG
    • XIAOMI
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS
Sem resultados
Ver todos os resultados
TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados

Azure Virtual Machines: Particularidades que talvez não conheça

Alfredo Beleza por Alfredo Beleza
01/12/2014
Em Hardware

Com a adição de novas funcionalidades de dia para dia e com os preços em constante queda, muitas empresas estão neste momento a avaliar a migração dos seus sistemas locais para o Microsoft Azure.

Dentro da estratégia de migração, grande parte dos sistemas empresariais (senão a totalidade) serão migrados para o serviço “Azure Virtual Machines” e a razão é simples: É a forma mais rápida e fácil de migrar para a Cloud. Muitas organizações já têm os seus sistemas virtualizados in-house, pelo que a transição é facilitada e pode inclusive ser feita sem grande transtorno ou downtime. A Microsoft assegura a transição através de soluções hibridas em que o Azure pode ser visto como uma extensão do datacenter local o que permite migrar por fases ou até optar por “apenas” implementar novos projetos nesta nova plataforma.

O Microsoft Azure foi inicialmente pensado para oferecer apenas soluções Platform as a Service (PaaS), estas soluções são altamente escaláveis e elásticas e retiram do cliente qualquer preocupação com os sistemas. O Azure SQL Database por exemplo oferece ao cliente um serviço de base de dados SQL em que apenas temos de nos preocupar com os dados propriamente ditos. Tudo o resto está assegurado para que o nosso sistema corra 24/7, temas como instalação de updates, manutenção do servidor, SQL Mirroring e backups são automaticamente garantidos pela plataforma que está disponível 99,99% do tempo.

Este tipo de disponibilidade nos serviços PaaS é conseguido, com uma arquitetura de hardware e software que foi desenhada a pensar não só numa escala massiva, mas também tendo conta as inevitáveis falhas. Tudo é pensado tendo em conta que o hardware ou determinada instância logica vai falhar.

Numa arquitetura desenhada tendo em conta a falha ou crash, nada falha. Na prática isto significa que neste modelo todo o software foi desenvolvido e configurado para não “confiar” no hardware.

No Azure é considerado como ponto de falha uma rack de servidores (fault domain). Quer isto dizer que a plataforma tolera a falha de uma rack inteira mantendo o serviço que o cliente subscreveu operacional, mesmo que o sistema do cliente resida na rack que falhou. Isto é conseguido pois a plataforma assegura que existem outras instâncias da mesma aplicação a serem executadas noutras racks vizinhas ou até noutro datacenter. Estas instâncias estão programadas para reagir normalmente a este tipo de falhas para que o cliente final não sinta qualquer downtime devido a uma falha completa de um dos membros do grupo ou a distúrbios decorrentes de tarefas de manutenção.

Microsoft azure: compute-resource-pool

É pela razão acima mencionada que os servidores físicos utilizados no Azure não têm componentes redundantes. O conceito de tolerância a falhas de um simples servidor neste caso não se aplica. A rack ou está toda funcional ou então é considerada faulted.

Podemos de certa forma dizer que, em termos de disponibilidade, o Azure vê uma rack inteira da mesma forma que a maioria de nós vê um servidor no datacenter.

Tudo isto faz perfeito sentido para os serviços PaaS em que tudo é gerido pela Microsoft e nós apenas lá colocamos os dados e interagimos com os mesmos. No Azure SQL Database por exemplo, não nos é possível alterar contas de serviço, instalar updates, reiniciar o sistema operativo, ter acesso ao disco rígido do servidor ou muito menos alterar as configurações de alta disponibilidade do SQL. Estas são tarefas a cargo da plataforma e que a mesma efetua tendo em conta a disponibilidade contínua do serviço.

Quando utilizamos o serviço Infrastructure as a Service (IaaS) – Azure Virtual Machines, os SLAs e modo operacional diferem das soluções PaaS:

 

  1. Virtual Machines e Virtual network:

A Microsoft garante que todas as máquinas virtuais que tenham duas ou mais instancias implementadas no mesmo availability set uma conetividade de 99,95% do tempo.

  1. Armazenamento:

A Microsoft garante que em 99,99% do tempo os dados estarão acessíveis.

É Importante ter em consideração que para beneficiar da disponibilidade anunciada temos de aprovisionar uma segunda máquina virtual (VM) no mesmo “Availability Set” de forma a redundar a primeira. Caso não existam pelo menos duas VMs para o serviço que queremos disponibilizar a Microsoft não garante qualquer nível de serviço para a componente em causa.

Azure virtual machines

A configuração aplicacional para o conjunto de duas ou mais máquinas virtuais está a cargo do cliente, sendo o mesmo o único responsável por garantir que o serviço que as mesmas disponibilizam sobrevive a este tipo de falhas (reboots e unexpected shutdowns). O que a Microsoft pode garantir é que pelo menos uma das VMs do conjunto está disponível em 99,95% do tempo e que nunca estarão indisponíveis em simultâneo.

Microsoft azure: separation-of-responsabilities

A razão para a ausência de SLA para soluções com uma única VM é simples: Ao aprovisionarmos uma máquina virtual para um determinado serviço, a mesma vai ser colocada em execução num qualquer servidor que faz parte de um “fault domain”. Caso o mesmo falhe ou esteja em falha iminente, vai haver interrupção do serviço até que a máquina virtual seja movida para um servidor diferente através de um processo chamado de “healing”.

Adicionalmente a Microsoft necessita de efetuar ações de manutenção aos servidores físicos (updates, upgrades, etc), manutenção esta que pode exigir um ou mais reboots aos mesmos. Durante estas ações a VM pode ficar indisponível por longos períodos de tempo (existem relatos de períodos superiores a 2 horas).

Por diversas conversas que tenho com Clientes, verifico que este facto causa na maioria das vezes surpresa, não só pelo custo que se apresenta maior que o estimado devido à duplicação de alguns recursos mas também e principalmente porque grande parte das aplicações empresariais não são possíveis de colocar num modelo de alta disponibilidade com múltiplos servidores a assegurar o serviço. Existem também casos em que a complexidade de configurar, gerir e monitorizar uma solução de alta disponibilidade dentro de duas ou mais Virtual Machines tem um custo proibitivo de suportar.

A verdade é que até ao presente, para evitar a complexidade e dar robustez a aplicações que não foram concebidas a pensar na falha do hardware, as Empresas têm efetuado investimentos em clusters de virtualização com sistemas de “live migration” e em servidores e storage totalmente redundantes para evitar que os mesmos falhem e os serviços fiquem indisponíveis. Este é um paradigma diferente do que o Microsoft Azure segue (design for failure) e no qual assentam a maioria das aplicações de nova geração. Esta discrepância por vezes causa uma expetativa incorreta nos Clientes empresariais sobre as soluções Cloud de grande escala.

Uma outra questão que por vezes causa surpresa, está relacionada com o backup: No serviço Azure Virtual Machines, temos a garantia de que os nossos dados estão triplicados no datacenter e que dificilmente serão perdidos devido a uma falha. No entanto, se pretendermos recuperar dados apagados inadvertidamente ou de uma data anterior, o backup terá de ser assegurado pelo cliente que pode subscrever um serviço adicional no próprio Azure ou utilizar uma solução de terceiros ou com scripts.

Apesar de muito facilitada a transição, não devemos descurar o planeamento e o impacto da passagem dos sistemas para a plataforma da Microsoft. Existem questões de arquitetura da maior importância que devem ser avaliadas com um especialista para assegurar uma migração com sucesso e dentro das expetativas de cada organização.

 

Artigo escrito por Nuno Carvalho, CTO da Knowledge Inside (www.knowledgeinside.pt)

Tags: Azure Virtual MachinescloudmicrosoftMicrosoft Azureplataformasistemas empresariaisVirtual MachinesVirtual network
PartilhaTweetEnvia
Alfredo Beleza

Alfredo Beleza

É o fundador e director editorial do TecheNet. Com carreira internacional como CEO e director comercial e de marketing em empresas em Portugal, na Suíça e no Brasil, desenvolveu uma perspectiva aprofundada sobre a intersecção entre tecnologia, negócios e mercados globais. Com formação em Gestão, Administração e Marketing pela Webster University, na Suíça, fundou o TecheNet como um projecto editorial comprometido com o rigor e a imparcialidade da informação tecnológica em língua portuguesa.

Artigos relacionados

Asus proart geforce rtx 5090
Hardware

ASUS ProArt GeForce RTX 5090 disponível brevemente em Portugal

17/05/2026
Asus proart anuncia router wi-fi 7 e switch 10 gbps para criadores
Hardware

ASUS ProArt anuncia router Wi-Fi 7 e switch 10 Gbps para criadores

22/04/2026
Tapo c615g kit: videovigilância 4g com painel solar por 119,99 euros
TP-Link

Tapo C615G KIT: videovigilância 4G com painel solar por 119,99 euros

30/03/2026
Tp-link deco be22 pack de 2
TP-Link

TP-Link Deco BE22: pack de 2 unidades disponível em Portugal

24/03/2026
Moisés raimundo é o novo b2b marketing manager da tp-link portugal
TP-Link

Moisés Raimundo é o novo B2B Marketing Manager da TP-Link Portugal

23/03/2026
Qnap lança nas ts-h1077afu com 10 baías sata ssd e zfs
Hardware

QNAP lança NAS TS-h1077AFU com 10 baías SATA SSD e ZFS

12/03/2026

Comentários

Últimas notícias

Google pixel watch 4: satélite, gemini e um novo design

Utilizadores do Google Pixel Watch 2 acordam sem os dados de sono

18/05/2026
Peli modlight pivot

Peli ModLight Pivot já está disponível em Portugal

18/05/2026
Samsung exynos 2800

Samsung Exynos 2800 pode mudar as regras da inteligência artificial móvel

18/05/2026

Royal Pop provoca caos mundial nas lojas Swatch

Poupa 30 euros: o veloz SSD Samsung 9100 PRO está mais barato

Lenovo expande gama ThinkPad com IA para empresas

Mundial 2026: piratas informáticos já estão a atacar os fãs

OnePlus suspende atualização do OxygenOS 16 devido a falhas graves

Xiaomi cancela rival do iPhone Air para focar na bateria

Google confirma: Xiaomi vai ganhar uma das melhores funcionalidades dos Pixel

Audemars Piguet e Swatch lançam coleção Royal Pop

Netflix: 4 excelentes filmes e séries que chegaram agora mesmo

ASUS ProArt GeForce RTX 5090 disponível brevemente em Portugal

Google Gemini Intelligence pode ser exclusivo dos smartphones Android mais caros

WhatsApp beta para Android: mensagens vão desaparecer depois de lidas

Segway Xaber 300 chega ao mercado com velocidade de 96 km/h

YouTube expande a sua ferramenta de IA para detetar deepfakes

Auriculares de topo para treinar? Os Soundcore Sport X20 baixaram de preço.

Sony Xperia 1 VIII: Demonstração de câmara com IA corre mal

OpenAI Lança o ChatGPT Finance para gerir as tuas contas

Techenet LOGO
  • Quem somos
  • Fale connosco
  • Termos e condições
  • Política de comentários
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • O uso de IA no TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Mobile
    • APPLE
    • APPS
    • GOOGLE
    • HUAWEI
    • ONEPLUS
    • SAMSUNG
    • XIAOMI
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.