TecheNet
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS
Sem resultados
Ver todos os resultados
TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados

20 anos depois, telescópio Hubble revisita os Pilares da Criação

Luiz Guilherme Trevisan Gomes por Luiz Guilherme Trevisan Gomes
15/01/2015
Em Ciência, Espaço
Pilares da criação - 2015 - capa
crédito: nasa/esa/hubble/hubble heritage team

 




Em 2015, o Telescópio Espacial Hubble completa 25 anos na órbita da Terra. Durante esse tempo, as imagens capturadas pelo telescópio, operado em parceria entre as agências espaciais NASA e ESA, fascinaram e inspiraram toda uma geração de cientistas e entusiastas da ciência, em particular, da astronomia.

Entre as imagens mais icônicas já obtidas pelo Hubble, destaca-se a dos Pilares da Criação, enormes colunas de gás e poeira localizadas na Nebulosa da Águia (também conhecida como Messier 16) que receberam esse por constituírem um ambiente de intenso nascimento de estrelas.

Capturada em 1995, a imagem (abaixo) se tornou popular, tendo aparecido em programas de televisão e selos dos correios, por exemplo. Além do apelo fotogênico, um de seus atributos fundamentais foi o de possibilitar a visualização de detalhes inéditos das colunas. Agora, eis que o Hubble prova que está em forma, e volta a surpreender revisitando os Pilares da Criação através do uso de uma câmera mais moderna, a Wide Field Camera 3, instalada em 2009.

Imagem dos pilares da criação obtida em 1995. Crédito: jeff hester/paul scowen/nasa/esa
imagem dos pilares da criação obtida em 1995. Crédito: jeff hester/paul scowen/nasa/esa

Além do nível muito maior de detalhamento em luz visível, o telescópio brindou a comunidade científica com uma visão da luz infravermelha da estrutura, tornando as colunas (regiões relativamente comuns de formação de estrelas por todo o universo, é verdade) ainda mais atrativas sob os pontos de vista científico e — por que não? — estético/artístico.

A observação no espectro infravermelho é capaz de penetrar boa parte da poeira escura que envolve as colunas, revelando jovens estrelas formadas nos pilares de gás, mas que se escondem à luz visível.

Ademais, a imagem recente deixa mais claro o viés destruidor dos Pilares da Criação: os gases e a poeira das colunas são superaquecidos pela radiação emitida pelas novas estrelas e degradados pela ação dos ventos estelares de estrelas muito maciças situadas na região da nebulosa, sendo expelidos dos pilares.

A interação entre o material aquecido e a radiação pode ser vista na imagem a seguir através do tom azulado que contorna as áreas de gás e poeira mais densos na imagem em luz visível. Ainda é possível visualizar que, no topo do pilar mais à esquerda, uma grande porção do gás aquecido está se separando da estrutura.

Nova imagem dos pilares da criação, revelada em 5 de janeiro de 2015, demonstra as cores das nuvens de gás e poeira em luz visível. Crédito: nasa/esa/hubble/hubble heritage team
nova imagem dos pilares da criação, revelada em 5 de janeiro de 2015, demonstra as cores das nuvens de gás e poeira em luz visível. Crédito: nasa/esa/hubble/hubble heritage team

Cabe lembrar, entretanto, que as mesmas estrelas que expulsam o gás das colunas são as que permitem as observações do Hubble, uma vez que sua luz ultravioleta ilumina e dá brilho às nuvens de hidrogênio, oxigênio e enxofre da região.

Sob a luz infravermelha, o espetáculo adquire uma feição fantasmagórica devido ao contraste entre a escuridão da poeira e a “névoa” azul (imagem abaixo).

Vistos em infravermelho, técnica que nos permite perceber o que há por trás da maior parte da poeira, os pilares da criação mostram contornos mais delicados, com destaque para a "névoa" azul que contrasta com a poeira escura e a luz de inúmeras estrelas. Crédito: nasa/ esa/hubble/hubble heritage team
vistos em infravermelho, técnica que nos permite perceber o que há por trás da maior parte da poeira, os pilares da criação mostram contornos mais delicados, com destaque para a “névoa” azul que contrasta com a poeira escura e a luz de inúmeras estrelas. Crédito: nasa/ esa/hubble/hubble heritage team

Infelizmente, os Pilares da Criação já não existem. Embora a luz emitida na região revele agora as transformações sofridas pela estrutura, estima-se que a onda de choque de uma supernova ocorrida há 6 mil anos tenha varrido o gás e poeira das famosas colunas. Daqui a cerca de mil anos, essa onda de choque deve atingir os pilares — sob o nosso ponto de vista, é claro —, destruindo-o.

Assim como os Pilares da Criação, inúmeras outras estruturas do universo que atualmente observamos deixaram há muito de existir. São fantasmas, ilusões provocadas pela longa trajetória que a luz precisa percorrer para encontrar nosso grão de poeira na imensidão do cosmos.

Mais do que meras janelas para o espaço, portanto, os telescópios são janelas para o tempo e, nesse quesito, o Hubble é o nosso camarote. Vida longa ao Hubble!

Tags: astronomiaESAestrelasHubblenasaPilares da Criaçãotelescópio
PartilhaTweetEnvia
Luiz Guilherme Trevisan Gomes

Luiz Guilherme Trevisan Gomes

é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e trabalha como consultor financeiro na Valore Brasil - Controladoria de Resultados. Atualmente, cursa o MBA em Controladoria e Finanças na Universidade de São Paulo (USP). Entusiasta da razão e da ciência, fundou o espaço de divulgação científica Make It Clear Brasil, em 2013.

Artigos relacionados

Spacex lança mais 28 satélites starlink
Espaço

Foguetão abandonado da SpaceX vai colidir contra a Lua esta semana

01/08/2026
Nasa terra 3d
Espaço

NASA revela modelo 3D que mostra a verdadeira gravidade da Terra

29/07/2026
Nasa espaço
Espaço

NASA deteta calor intenso debaixo da superfície da lua Io

27/07/2026

Comentários

Últimas notícias

Apple adiciona 43 novos aparelhos auditivos ao seu ecossistema

WhatsApp para iOS recebe novos controlos parentais nativos nas definições

Novos Xiaomi Pad 9: especificações vazadas revelam um autêntico monstro

Alternativa europeia à Starlink recebe luz verde para arrancar em 2029

HarmonyOS 7 beta: novo carregamento direto vai proteger a tua bateria

Inteligência artificial da Meta sai do controlo e hackeia outra empresa

Silo temporada 3: O algoritmo pode afinal ser humano

Novo sensor fotográfico da Samsung aponta ao Galaxy S27 Ultra

ChatGPT: Nova função permite criar e exportar stickers para o WhatsApp

Google estende o acesso gratuito aos vídeos do Gemini Omni

Samsung Galaxy S26 FE: Novas imagens desvendam as três cores finais

Honor MagicOS 11: programa beta fechado arranca para 17 dispositivos

Google prepara bloqueio nativo de aplicações para dispositivos Android

Novas consolas portáteis MANGMI Air Y chegam com preços fantásticos

Google Assistant despede-se: O Gemini chega ao teu Samsung Galaxy

Google revela grande update para o Home com foco no Gemini

Huawei: Preços dos smartphones vão disparar devido à crise na memória

Huawei Nova 16 SE: O novo smartphone económico com NearLink E2.0

JBL lança os novos Live Buds 4 e Live Beam 4

Motorola Edge 70 Neo: Fuga de informação confirma o novo smartphone

Techenet LOGO
  • Quem somos
  • Fale connosco
  • Termos e condições
  • Política de comentários
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • O uso de IA no TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.