TecheNet
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS
Sem resultados
Ver todos os resultados
TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados

Microsoft muda de tática e diz que a revenda de licenças é ilegal

Vitor Urbano por Vitor Urbano
12/09/2025 - Atualizado a 13/09/2025
Em Microsoft

Quando compras uma licença vitalícia do Windows ou do Office, assumes que ela é tua para sempre, certo? E que, se um dia já não precisares dela, podes vendê-la, tal como farias com um carro ou um livro. Bem, a Microsoft tem uma opinião diferente, e essa opinião pode virar de cabeça para baixo toda a indústria de software em segunda mão na Europa.

Uma batalha legal que está a decorrer esta semana no Tribunal de Recurso da Concorrência do Reino Unido colocou a gigante tecnológica contra a ValueLicensing, uma empresa britânica especializada na revenda de licenças de software usadas. O que começou como uma queixa por práticas anti-competitivas, com um pedido de indemnização de 270 milhões de libras, transformou-se em algo muito maior: a Microsoft está agora a argumentar que a revenda de licenças do Windows e do Office nunca foi, na verdade, legal.

A decisão deste tribunal pode ter consequências gigantescas para milhares de empresas e utilizadores em toda a Europa que dependem deste mercado para aceder a software essencial a preços mais acessíveis. Se a Microsoft ganhar, um negócio de milhões pode simplesmente desaparecer da noite para o dia, mudando para sempre as regras do jogo da propriedade de software.

A reviravolta inesperada no argumento da Microsoft

Inicialmente, o caso parecia ser mais uma disputa sobre concorrência. A ValueLicensing acusava a Microsoft de estrangular o mercado de software em segunda mão através de táticas comerciais agressivas. Segundo a empresa de revenda, a Microsoft oferecia descontos significativos nos seus novos serviços de subscrição a clientes que, em troca, abdicassem das suas licenças vitalícias. Esta prática, alegam, retirava do mercado as licenças que poderiam ser revendidas, secando a “matéria-prima” de empresas como a ValueLicensing.

Para além disso, a queixa aponta para a inclusão de cláusulas contratuais que limitavam os direitos de revenda em troca de preços mais baixos, o que a ValueLicensing considera uma forma de abuso de posição dominante. A empresa alega que estas práticas lhe custaram cerca de 270 milhões de libras em lucros perdidos e levou o caso a tribunal para ser compensada.

A defesa inicial da Microsoft, como seria de esperar, negava qualquer comportamento anti-competitivo. No entanto, com o avançar do processo, a estratégia da gigante de Redmond mudou de forma dramática. Em vez de continuar a dizer “nós não fizemos isso”, a Microsoft passou a argumentar algo muito mais radical: “este mercado nunca deveria ter existido”. Esta reviravolta apanhou todos de surpresa e elevou a importância do caso a um nível completamente novo.

Microsoft israel

O diabo está na interface: a arma secreta da Microsoft

Então, como é que a Microsoft pretende provar que um mercado que existe há anos é, afinal, ilegal? A resposta está num pormenor técnico que pode parecer insignificante, mas que é o centro de toda a sua argumentação: a diferença entre o código de um programa e a sua interface gráfica (GUI). A Microsoft alega que os seus direitos de autor não se aplicam apenas às linhas de código que fazem o software funcionar, mas também a todos os elementos visuais com que interagimos — os ícones, os menus, as janelas.

A lei europeia que permite a revenda de software, a Diretiva Europeia de Software, foi criada a pensar no código. A Microsoft argumenta que essa diretiva não se aplica à interface gráfica, que é uma criação artística e visual protegida por outras regras de propriedade intelectual. Se o tribunal concordar com esta interpretação, a revenda de uma licença do Windows ou do Office, que inclui o direito de usar essa interface, torna-se ilegal.

Para reforçar a sua posição, a Microsoft está a basear-se num precedente legal de um caso conhecido como “Tom Kabinet”, que decidiu que, embora a revenda de software fosse permitida, os e-books eram diferentes. A Microsoft quer agora que os seus produtos sejam vistos da mesma forma, argumentando que a interface é uma componente distinta do código e, como tal, não pode ser revendida. É uma jogada legal complexa, mas com o potencial de aniquilar por completo a concorrência no mercado de segunda mão.

Um mercado de milhões pendurado por um fio

As implicações desta batalha legal vão muito para além da disputa entre a Microsoft e a ValueLicensing. Se a Microsoft for bem-sucedida, poderá criar um precedente que afeta todo o software vendido na Europa. Empresas, escolas, organizações sem fins lucrativos e até utilizadores individuais que dependem de licenças em segunda mão para reduzir custos podem ver essa opção desaparecer.

Jonathan Horley, o chefe da ValueLicensing, não esconde a sua estupefação com a mudança de tática da Microsoft, classificando-a como uma “coincidência notável”. Para ele, é evidente que a Microsoft, ao ver-se numa posição difícil para se defender das acusações de práticas anti-competitivas, decidiu optar pela “bomba atómica”: tentar ilegalizar todo o mercado.

O futuro deste próspero setor está agora nas mãos do tribunal. A decisão não será fácil e, seja qual for o resultado, irá certamente criar ondas de choque por toda a indústria tecnológica. A questão fundamental que está em cima da mesa é simples, mas profunda: quando compras uma licença de software, o que é que estás realmente a comprar? Um produto que te pertence ou apenas um direito de utilização limitado e intransmissível? A resposta a essa pergunta pode estar prestes a mudar.

Outros artigos interessantes:

  • Honor aposta tudo na IA: Magic8 terá um botão dedicado para o futuro
  • Nikon entra em Hollywood: a nova ZR é a primeira câmara com a RED
  • Acabou-se o scroll infinito: o WhatsApp vai mudar a forma como envias GIFs
Partilha
Tweet
Envia
Vitor Urbano

Vitor Urbano

Frequentou a licenciatura de Desporto em Setúbal e atualmente reside na Letónia. Apaixonado por novas tecnologias e fã do "pequeno" Android desde 2009.

Artigos relacionados

Microsoft copilot reúne home, code e autopilot

Microsoft Copilot reúne Home, Code e Autopilot

26/09/2026
Onedrive

Microsoft instala app do OneDrive por engano e não há solução fácil

09/08/2026
Microsoft israel

Microsoft recorre ao Supremo Tribunal do Reino Unido por licenças usadas

31/07/2026
Microsoft e mistral: ia de fronteira chega a setores regulados

Microsoft e Mistral: IA de fronteira chega a setores regulados

22/07/2026

Últimas notícias

Como descobrir o que ocupa espaço no Windows 11

Reguladores reforçam controlo da IA nos bancos

Anthropic alerta para risco de IA que se replica sozinha

Microsoft prepara instalação em massa do Azure Maia 300

Novo iPad mini OLED poderá chegar ainda em outubro

Huawei poderá lançar nova submarca de smartphones chamada Xingyao

Portáteis Snapdragon poderão ficar mais caros com subida dos processadores

OpenAI adota textGrain para marcar textos do ChatGPT na UE

OnePlus 16R pode trazer Snapdragon 8 Elite Gen 5 e bateria gigante

Smartphone comprometido? 7 sinais que deve verificar

Máquina de lavar compacta de 7 kg da Xiaomi custa 379,99 €

Intel destaca o preço dos modelos de IA chineses como trunfo

FMI destaca papel da IA no crescimento da economia mundial

Apple prepara casa inteligente com novo hub, homeOS e HomePod Mini

NVIDIA negoceia possível aquisição da Reflection AI

Huawei diz depender cada vez menos de tecnologia dos EUA

7 definições do Android para verificar num smartphone novo

Garmin MARQ ainda justifica o preço face ao fēnix 9?

The Lancet alerta para risco de extinção associado à IA

Anthropic corta acesso à Internet nos testes internos de IA

Techenet LOGO
  • Quem somos
  • Fale connosco
  • Termos e condições
  • Política de comentários
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • O uso de IA no TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.