A Huawei já está a trabalhar a todo o gás na sua próxima geração de computadores dobráveis, previstos para chegar ao mercado em 2026. Se estás à espera de uma revolução total no hardware, poderás ter uma surpresa um pouco menos agradável na hora de olhar para a ficha técnica.
Uma nova fuga de informação sugere que a gigante chinesa está a preparar um corte significativo nas especificações, nomeadamente no que diz respeito ao armazenamento. Esta decisão surge numa altura em que o mercado global enfrenta uma subida drástica e contínua nos preços dos componentes.
De acordo com o conhecido leaker @FixedFocus, a nova iteração do MateBook Foldable PC trará um design renovado e várias alterações de peso, mas o armazenamento poderá ser a grande vítima desta contenção de custos. É no mínimo irónico ver uma máquina premium a dar um passo atrás num componente tão crucial.

O impacto da crise dos componentes no novo dobrável
Para percebermos a dimensão deste possível retrocesso, basta olharmos para a geração anterior. O primeiro Huawei MateBook Fold PC Ultimate Design chegou ao mercado no ano passado com opções colossais de armazenamento, oferecendo SSDs NVMe de alta velocidade com 1TB e 2TB de capacidade.
Estas especificações de luxo garantiam não só arranques quase instantâneos, mas também uma capacidade de processamento imaculada para projetos criativos pesados. Agora, com os preços do armazenamento a disparar no mercado, a fabricante parece ser forçada a tomar medidas drásticas para evitar que o preço final do portátil atinja valores proibitivos para os consumidores.

Duas versões a caminho para diferentes carteiras
Apesar desta nuvem cinzenta sobre as especificações, há também boas notícias a caminho para os entusiastas da marca. Os rumores indicam que a estratégia da Huawei para 2026 não se vai focar apenas num único equipamento de luxo inacessível à maioria dos utilizadores.
Pelo contrário, a empresa está a explorar novas abordagens de mercado e a preparar o lançamento de duas versões distintas do seu PC dobrável, com o objetivo de alcançar diferentes tipos de consumidores:
- O modelo Ultimate Design, que assumirá o papel de versão de topo destinada ao mercado de luxo, mantendo a aura premium da linha.
- Uma variante “Mini”, concebida para ser uma versão mais compacta e ligeiramente mais acessível, perfeita para quem procura a flexibilidade de um ecrã dobrável num formato mais contido.
Esta abordagem de duplo lançamento faz todo o sentido, especialmente considerando a atual conjuntura económica. Ambas as versões encontram-se atualmente em fase de pesquisa e desenvolvimento, existindo a ténue esperança de que possam ver a luz do dia ainda no final deste ano, antes do verdadeiro lançamento global em 2026. Fica claro que a Huawei quer manter-se na vanguarda do segmento dos foldables, mesmo que isso implique fazer alguns compromissos técnicos pelo caminho.
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