O mercado dos portáteis prepara-se para receber uma autêntica revolução com os novos chips da Nvidia, mas há uma ausência que já está a dar muito que falar. Se estavas à espera de um anúncio surpresa da Samsung para renovar o teu setup em breve, as notícias mais recentes poderão ser um autêntico balde de água fria.
Durante a apresentação do seu novo e poderoso SoC, o RTX Spark, a Nvidia fez questão de revelar ao mundo quais as fabricantes parceiras que farão parte do primeiro lote de lançamentos neste outono. Como seria de prever, a lista oficial está recheada de nomes sonantes e grandes pesos-pesados da indústria tecnológica.
Contudo, o detalhe que saltou de imediato à vista de todos foi a ausência total da gigante sul-coreana neste painel restrito de marcas. Tudo indica que a linha Samsung Galaxy Book vai mesmo ficar de fora desta primeira geração de portáteis superpoderosos.

O que a Samsung perde ao ficar fora do novo RTX Spark
Este novo chip não é apenas mais uma atualização banal de rotina para computadores portáteis. Desenvolvido sob o avançado processo de fabrico de 3 nanómetros da TSMC, o RTX Spark promete um nível de desempenho e de eficiência energética incrivelmente superior, nascendo de uma parceria ambiciosa com a MediaTek.
Para que tenhas uma perceção mais clara do verdadeiro “monstro” de que estamos a falar, basta olhar para o hardware que a Nvidia colocou em cima da mesa. A arquitetura foi pensada de raiz para arrasar nas tarefas gráficas intensivas e nas crescentes exigências locais de inteligência artificial:
- Um avançado cluster de CPU Grace, artilhado com 20 núcleos de processamento.
- Uma GPU Blackwell RTX com 6.144 núcleos CUDA, pronta para lidar sem suar com ray-tracing, DLSS e G-Sync.
- Poder bruto de inteligência artificial que atinge 1 PFLOP na precisão FP4.
- Um suporte inacreditável para até 128GB de memória unificada, prometendo atirar os habituais engasgos de memória para o passado.
É inegável que qualquer máquina que chegue às prateleiras equipada com estas características terá uma vantagem colossal sobre a concorrência. Ao optar por não surfar esta onda inovadora de forma imediata, a Samsung sujeita-se a ver rivais de peso como a Acer, a Asus, a Lenovo e a Microsoft a roubarem os consumidores mais impacientes e exigentes.

Será um adeus definitivo da Samsung ou um atraso estratégico?
A extensa lista de parceiros já confirmados pela Nvidia para o arranque de outono engloba ainda marcas de enorme impacto como a Dell, a HP, a Gigabyte e a MSI. O facto da criadora dos populares Galaxy Book não figurar neste primeiro pelotão é no mínimo preocupante, mas não significa obrigatoriamente que a decisão seja irreversível.
No mundo tecnológico, é bastante comum que algumas marcas prefiram deixar assentar a poeira das inovações de estreia. A Samsung pode muito bem estar a guardar um trunfo na manga e a aproveitar este tempo extra para desenhar portáteis com uma otimização perfeita e livre de “bugs” de primeira geração. Resta-nos aguardar pacientemente para perceber se a fabricante asiática tem um plano genial para compensar os fãs deste aparente atraso estratégico.
Outros artigos interessantes:



