Trinta anos depois do grito inaugural de Sidney Prescott, a saga Gritos prova que o horror clássico ainda move multidões. Gritos 7 tornou-se o filme mais rentável de toda a franchise, acumulando cerca de 178 milhões de euros em receita mundial até 23 de março de 2026, num orçamento de produção de apenas 41 milhões de euros, uma margem de lucro que poucos filmes de terror conseguem igualar.

O regresso que o público esperava
A ausência de Neve Campbell em Gritos VI (2023) deixou uma ferida visível na relação da saga com os seus fãs históricos. A actriz, que interpretou Sidney Prescott nos primeiros cinco filmes, recusou participar por considerar a proposta financeira desadequada face à sua contribuição de 25 anos para a franchise. O seu regresso em Gritos 7, ao lado de Courteney Cox no papel de Gale Weathers, funcionou como catalisador de entusiasmo junto do público de longa data, e os números da bilheteira confirmam-no sem margem para dúvida.
Recordes no fim de semana de estreia
O fim de semana de abertura nos Estados Unidos rendeu 59 milhões de euros, a melhor estreia de sempre da saga no mercado norte-americano, superando o anterior recorde estabelecido por Scream VI em 2023, que tinha aberto com 44,4 milhões de euros. A estreia global cifrou-se em 89 milhões de euros, tornando Gritos 7 rentável poucos dias após chegar aos cinemas. É também a primeira entrada da saga a ser exibida em formato IMAX, o que contribuiu para reforçar o impacto em sala e a receita por sessão.
Três décadas de Ghostface
Gritos 7 chega numa altura de celebração: são 30 anos desde que Wes Craven redefiniu o subgénero slasher com o original de 1996. Kevin Williamson, guionista histórico da saga que aqui assume também a realização, aproveitou o processo criativo para explorar novas direcções narrativas. Em declarações à imprensa internacional, revelou que uma proposta apresentada pela própria Neve Campbell gerou entusiasmo junto da equipa e poderá moldar uma possível continuação. O elenco reúne ainda Jasmin Savoy Brown, Mason Gooding, Mckenna Grace, Anna Camp, Joel McHale e Isabel May, que interpreta a filha de Sidney, o novo alvo de Ghostface.
Portugal acompanha o fenómeno
O mercado português não ficou indiferente. No fim de semana de estreia, Gritos 7 entrou directamente para o primeiro lugar do top de bilheteira nacional, com 28.856 espectadores e uma receita de 219.024 euros, consolidando-se como a maior estreia de terror em Portugal em 2026. Com dados actualizados a 24 de março, o filme soma já 75 mil espectadores e uma receita bruta de 550 mil euros nas salas nacionais.
O lançamento de Gritos 7 reactivou também uma discussão recorrente entre fãs lusófonos: enquanto em Portugal a saga é conhecida como Gritos, no Brasil o título é Pânico. A Paramount Pictures Brasil e a NOS Audiovisuais aproveitaram o momento para lançar uma iniciativa conjunta nas redes sociais, convidando os espectadores dos dois países a debater e votar nas adaptações de títulos, uma estratégia de envolvimento digital que ampliou o alcance do filme para além das salas de cinema.
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