TecheNet
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS
Sem resultados
Ver todos os resultados
TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados

LHC confirma a descoberta de “partículas exóticas”

Luiz Guilherme Trevisan Gomes por Luiz Guilherme Trevisan Gomes
16/04/2014
Em Ciência
Pesquisadores do experimento lhcb posam na caverna onde se situa o grande colisor de hádrons, na fronteira franco-suíça. Crédito: cern, lhcb

pesquisadores do experimento lhcb posam na caverna onde se situa o grande colisor de hádrons, na fronteira franco-suíça. Crédito: cern, lhcb

 

 




Em 2007, uma equipe de cientistas que operava um acelerador de partículas japonês encontrou evidências da existência de uma partícula que não se encaixava no modelo tradicional da física de partículas. Desconsiderada em um primeiro momento, essa partícula, a Z(4430), entrou em evidência com a recente descoberta dos hádrons (hadrões) exóticos por pesquisadores do LHC.

Os hádrons são partículas subatômicas formadas por quarks e antiquarks (contrapartes dos quarks que possuem massa idêntica, mas carga elétrica oposta à destes) mantidos unidos sob a influência da força nuclear forte, ou interação forte. Esta força, uma das quatro interações fundamentais da natureza (ao lado de eletromagnetismo, força nuclear fraca e gravidade) age na escala subatômica mantendo estáveis os prótons/protões e nêutrons/neutrões — exemplos de hádrons — e unindo-os nos núcleos dos átomos, gerando aquilo que chamaríamos de matéria convencional.

O Modelo Padrão da física admite dois tipos de hádrons: os bárions/bariões são formados por 3 quarks (o próton é uma espécie de bárion); os mésons/mesões, por um par quark-antiquark. No entanto, com o desenvolvimento da disciplina que estuda a força forte — denominada cromodinâmica quântica — ficou claro para os cientistas que haveria a possibilidade de outros hádrons surgirem de diferentes combinações entre quarks e antiquarks.

Consoante com a previsão mencionada logo acima, em comunicado proferido anteontem (14 de abril), o físico Tomasz Skwarnicki, da Universidade de Syracuse, nos Estados Unidos, disse que os pesquisadores confirmaram “a observação inequívoca de um estado muito exótico — algo que se parece com uma partícula composta por dois quarks e dois antiquarks” e que “pode nos dar uma nova forma de olhar para a física da interação forte”.

Dois para lá, dois para cá

A declaração de Skwarnicki diz respeito à descoberta — com elevado grau de confiabilidade estatística — de um novo tipo de hádron. Os responsáveis pelo feito foram os pesquisadores da colaboração internacional Large Hadron Collider beauty (LHCb) que trabalham na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), sediada na Suíça.

Há cerca de sete anos, um grupo de cientistas conhecido como Colaboração Belle havia avaliado, em um acelerador de partículas do Japão, e comunicado indícios da existência da partícula exótica Z(4430), que parecia ser feita de dois quarks e dois antiquarks. Porém, a comunidade científica considerou faltarem boas evidências para que se anunciasse, então, a descoberta definitiva de uma nova partícula. Anos depois, a equipe BaBar (da Universidade Stanford) realizou análises mais complexas que pareciam explicar os dados obtidos pela Colaboração Belle sem, entretanto, que houvesse neles qualquer hádron exótico oculto.

Isso motivou a equipe do experimento Belle a investigar ainda mais seus próprios dados, novamente encontrando evidências da nova partícula.

Recentemente, utilizando informações obtidas a partir de mais de 180 trilhões (biliões) de colisões de prótons ocorridas no Grande Colisor de Hádrons, a equipe do LHCb chegou à conclusão de que o hádron exótico é uma postulação verdadeira. Para Skwarnicki, os resultados do experimento são “argumentos concludentes” de que essa partícula, de fato, existe, não sendo apenas um erro na condução empírica. Seu colega Sheldon Stone, pesquisador do CERN, concorda que é bom “finalmente provar a existência” de algo que, há muito tempo, os físicos acreditam que existia.

Os cientistas do CERN já sentiram esse mesmo “gosto” anteriormente, quando, em 2013, provaram a existência do Bóson de Higgs, partícula inicialmente proposta na década de 1960 pelo físico britânico Peter Higgs, entre outros. O bóson está diretamente associado ao Campo de Higgs, campo este que permeia o espaço e permite que as partículas tenham massa.

Make-it-clear-brasilMake It Clear Brasil

Um apoio ao livre pensamento e a um entendimento do mundo baseado em evidências

Tags: físicahadrõesLHCpartículas
Partilha
Tweet
Envia
Luiz Guilherme Trevisan Gomes

Luiz Guilherme Trevisan Gomes

é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e trabalha como consultor financeiro na Valore Brasil - Controladoria de Resultados. Atualmente, cursa o MBA em Controladoria e Finanças na Universidade de São Paulo (USP). Entusiasta da razão e da ciência, fundou o espaço de divulgação científica Make It Clear Brasil, em 2013.

Artigos relacionados

Esa e mistral reforçam parceria para aplicar ia no espaço

ESA e Mistral reforçam parceria para aplicar IA no espaço

24/09/2026
Spacex lança mais 28 satélites starlink

Foguetão abandonado da SpaceX vai colidir contra a Lua esta semana

01/08/2026
Nasa terra 3d

NASA revela modelo 3D que mostra a verdadeira gravidade da Terra

29/07/2026
Nasa espaço

NASA deteta calor intenso debaixo da superfície da lua Io

27/07/2026

Últimas notícias

Android 17 QPR3 Beta 3 chega aos Pixel com 26 correções

Falha no Telegram permitia executar código ao atender chamadas

SMS invisível pode cortar chamadas em telemóveis Android

Pentágono levou IA ao limite durante a guerra com o Irão

OpenAI, Google, Microsoft e Anthropic apoiam recusa comum do treino de IA

ColorOS 17 chega a mais smartphones OPPO e OnePlus

Google prepara correção para consumo excessivo de bateria nos Pixel Watch

Samsung One UI 9 chega a mais modelos Galaxy

Falha crítica no Brotli afeta mais do que o Node.js

HyperOS 4 chega a mais smartphones Xiaomi

Influenciadores virtuais geram comentários menos emotivos

Apple: iPhone Air 2 poderá ganhar segunda câmara e bateria maior

Motorola Signature 27 já tem lançamento marcado para novembro

Honor 700 poderá receber teleconversor de 200 mm dos Magic 9

OPPO confirma Reno 17, Pad Air 6 e Watch 5 para novembro

Waymo escolhe Toyota bZ4X para expansão no Japão e Reino Unido

Honor X9e s chega com bateria de 8.560 mAh

Google: Gemini leva nova animação com partículas a mais smartphones Android

Wikimedia defende treino de IA e exige respeito pelas licenças

iPad mini OLED revela salto de desempenho no Geekbench

Techenet LOGO
  • Quem somos
  • Fale connosco
  • Termos e condições
  • Política de comentários
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • O uso de IA no TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.