O impacto do COVID-19: cibercriminosos utilizam ofertas e descontos para propagar malware

O impacto do COVID-19: cibercriminosos utilizam ofertas e descontos para propagar malware

Enquanto o mundo se encontra a lutar para conter o coronavírus, os efeitos desta ameaça não afetam só a saúde, o trabalho ou a economia, como também se está a propagar pelo mundo digital.

Check Point® Software Technologies Ltd. (NASDAQ: CHKP) adverte que grupos cibercriminosos estão a vender malware malicioso e ferramentas de exploração através de códigos de desconto “COVID-19” na dark web. A empresa assinala que, tal como os descontos para o Black Friday ou Ciber Monday, os cibercriminosos estão a aproveitar-se da atual situação para difundir rapidamente malware através de descontos, ofertas e criação de domínios relacionados com o coronavírus.

“Temos observado um aumento substancial do número de domínios registados relacionados com o coronavírus nas últimas semanas”, comenta Yaniv Balmas, Head of investigation da Check Point. “Estamos a observar como os cibercriminosos utilizam a torrente de informação em torno do COVID-19 e de descontos na dark web. O resultado final são mais ferramentas maliciosas num maior de mãos enganadas durante este período de exceção, o que coloca a todos em risco de segurança durante esta pandemia de COVID-19”, conclui Balmas.

Utilização do COVID-19 para difundir ciberameaças, em números


Desde que se publicaram as primeiras notícias sobre o COVID-19, os cibercriminosos começaram a aproveitar-se do interesse dos meios de comunicação de todo o mundo como desculpa para difundir ciber ameaças. Dito isto, desde o início de janeiro de 2020 já se registaram mais de 16 000 novos domínios relacionados com o coronavírus, e só nas últimas três semanas (desde final de fevereiro de 2020), o crescimento foi exponencial: quase 10 vezes mais que a média das semanas anteriores.

As notícias produzidas nos últimos dias ajudaram ao aumento de domínios criados só numa semana (6 000), o que significa um crescimento de 85% comparativamente com as semanas anteriores. Há ainda que adicionar, que mais de 20% dos domínios (mais de 2 200) foram classificados como potencialmente perigosos. O seguinte gráfico mostra uma comparação entre os dados de pesquisa geral sobre coronavírus no Google Trends e as tendências que a Check Point detetou nas redes sociais sobre o tema de cibersegurança e ciberdeliquência.

Os descontos com alusão ao COVID-19, o novo gancho de interesse para os cibercriminosos


As redes sociais converteram-se num dos principais focos de infeção para os internautas, sobretudo com aquelas comunicações que anunciam descontos especiais com base no COVID-19. Os especialistas da Check Point descobriram que os cibercriminosos lançam campanhas com mensagens como “Desconto Coronavírus! Desconto de 10% em TODOS os produtos!”, ou ofertas incríveis que colocam à disposição dos utilizadores um dos últimos modelos da Apple, o MacBook Air, com preços irresistíveis. Do lado da Check Point, alerta-se que este ofertas desta magnitude não são credíveis.

Por outro lado, para evitar ser vítima deste tipo de ataques, a Check Point recomenda:

  1. Ter cuidado com os e-mails e os documentos anexos que venham de remetentes desconhecidos, especialmente quando oferecem descontos especiais
  2. Não abrir ficheiros anexos desconhecidos nem clicar em links que venham nos e-mails
  3. Assegure-se que realiza compras em páginas webs fiáveis e autênticas. Para isso, em lugar de clicar nos links promocionais dos e-mails, pesquise no Google o retalhista desejado e clique no link da página de resultados.
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Nilton é um entusiasta das novas tendências tecnológicas e do impacto que estas têm nas organizações e no nosso dia a dia.

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