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Tesla Robotaxis: um acidente a cada 100.000 km (e ainda com supervisão)

Vitor Urbano por Vitor Urbano
03/11/2025
Em Tesla, Mobilidade Elétrica

A promessa de Elon Musk é a de um futuro onde a frota de Robotaxis da Tesla irá revolucionar a mobilidade, com a segurança da sua condução autónoma a ser “perfeita”. No entanto, a realidade dos primeiros dados operacionais do programa-piloto em Austin, Texas, pinta um quadro muito mais cauteloso, expondo que o caminho para a automação total está longe de ser livre de falhas.

Pela primeira vez, o serviço Robotaxi da Tesla opera sob um novo nível de exigência. Ao mover o supervisor humano do banco do condutor (caraterístico da assistência de Nível 2) para o banco do passageiro, a Tesla elevou o seu sistema para o Nível 4 de autonomia. Esta mudança exige novos relatórios obrigatórios de incidentes à NHTSA, a autoridade rodoviária norte-americana, e é essa nova transparência forçada que revela o problema.

Os números frios: a taxa de acidentes da Tesla

Desde o seu arranque limitado em junho, a frota de Robotaxis da Tesla percorreu cerca de 402.300 quilómetros. Nesse período, foram registados quatro acidentes comunicados às autoridades.

Na prática, isto equivale a um acidente por cada $100.584 \text{ km}$ percorridos.

O número, por si só, é um revés para a promoção de Musk, mas torna-se ainda mais problemático quando contextualizado:

  • Com supervisão humana: Estes Robotaxis ainda operam com um supervisor humano a bordo, sentado no banco do passageiro, que tem a capacidade de assumir o controlo ou travar o veículo instantaneamente em caso de risco.
  • Falta de contexto: A Tesla continua a ser vaga nos seus relatórios à NHTSA, omitindo detalhes cruciais sobre os incidentes. É impossível para a análise independente determinar se os acidentes foram simples toques, colisões graves ou se a culpa foi de outros veículos.
Tesla robotaxis

A comparação embaraçosa com a Waymo

Para perceber o quão desafiante este número de $100.584 \text{ km}$ é para a Tesla, basta olhar para a sua concorrente direta, a Waymo (propriedade da Alphabet, a casa da Google).

  • A Waymo já percorreu mais de 200 milhões de quilómetros em modo totalmente autónomo, sem qualquer condutor humano a bordo.
  • A sua taxa de incidentes é de um acidente a cada $158.682 \text{ km}$, e a Waymo afirma que grande parte destes acidentes foram causados por outros veículos.

Isto significa que o sistema da Waymo, operando sem qualquer supervisor humano, é significativamente mais seguro (ou, pelo menos, tem uma taxa de incidentes menor) do que a frota da Tesla, que ainda tem um humano pronto para intervir em caso de falha.

O segredo dos “desengates” e o bloqueio da Califórnia

A grande omissão da Tesla nos seus relatórios é a chave para a análise do seu verdadeiro desempenho. A empresa não divulga o número de vezes em que o supervisor humano teve de intervir para evitar um acidente.

O número de “desengates” (o momento em que o supervisor assume o controlo) é a métrica mais honesta para medir a maturidade de um sistema de condução autónoma. Sem este dado, é impossível saber se a baixa taxa de acidentes se deve à perfeição da IA ou se é o resultado da vigilância constante do supervisor.

Este desejo de manter a informação “secreta” é, alegadamente, a principal razão pela qual a Tesla ainda não lançou o seu serviço Robotaxi na Califórnia. O estado americano tem exigências de transparência muito mais rigorosas para os serviços de táxi autónomos, incluindo a divulgação desses dados de intervenção.

A Tesla está, assim, a enfrentar um dilema. A sua tecnologia está a progredir, como demonstra o avanço para o Nível 4, mas o seu sistema ainda não atingiu o nível de fiabilidade que lhe permitiria operar sem um humano no banco da frente, e a sua falta de transparência está a minar a confiança pública no seu sistema. Até que a Tesla comece a divulgar os dados de desengate, os números de acidentes continuarão a ser vistos com o máximo ceticismo.

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Vitor Urbano

Vitor Urbano

Frequentou a licenciatura de Desporto em Setúbal e atualmente reside na Letónia. Apaixonado por novas tecnologias e fã do "pequeno" Android desde 2009.

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