Se és um dos muitos fãs que saíram do cinema a querer mais após o filme Dungeons & Dragons: Honra Entre Ladrões, tenho más notícias para ti. Apesar de o filme ter conquistado uma legião de seguidores e de já existir um guião preparado para a continuação, a tão aguardada sequela não vai mesmo ver a luz do dia.
A confirmação chegou durante a San Diego Comic-Con, deixando a comunidade em choque. Jonathan Goldstein, co-argumentista e co-realizador do primeiro filme, revelou que o projeto está na gaveta e, muito provavelmente, de lá não sairá. É no mínimo frustrante saber que a história já estava escrita e pensada especificamente para agradar aos verdadeiros fãs do universo.
O cancelamento não se deve a falta de ideias criativas ou desinteresse da equipa técnica. Pelo contrário, a decisão final recaiu sobre motivos puramente financeiros e sobre as novas prioridades estratégicas do estúdio responsável, fechando assim a porta a mais aventuras neste adorado formato cinematográfico.

Os números de bilheteira que ditaram o fim
O principal obstáculo para a realização de um novo capítulo prende-se diretamente com o fraco desempenho financeiro do primeiro filme. Embora tenha sido muito bem recebido pela crítica e pelo público de nicho, os números nas bilheteiras mundiais ficaram muito aquém do esperado para uma superprodução deste calibre.
Com um orçamento de produção a rondar os 150 milhões de dólares, o filme conseguiu arrecadar apenas cerca de 208,2 milhões a nível global. No implacável mundo de Hollywood, esta margem de lucro é simplesmente insuficiente para justificar a luz verde para um segundo título, tornando o risco financeiro demasiado elevado para os executivos dos estúdios.
Mudanças drásticas e novas prioridades na Paramount
A Paramount, o estúdio responsável pela adaptação, encontra-se numa fase de reestruturação massiva. A empresa está atualmente no meio de uma tentativa de aquisição da Warner Bros. Discovery, um processo financeiramente exigente e altamente complexo que obrigou a uma revisão total dos seus investimentos a curto e médio prazo.
Com esta colossal fusão no horizonte, o estúdio preferiu focar-se em franquias com um retorno financeiro garantido e imediato. De facto, os próprios criadores Jonathan Goldstein e Johnathan Francis Daley já foram redirecionados e encontram-se atualmente a escrever o guião para um novo filme da saga Star Trek. É uma verdadeira pena ver o universo de D&D ser deixado para trás em prol de marcas consideradas mais seguras na indústria.
O que sabemos sobre os planos descartados para a franquia
Durante o painel na Comic-Con de San Diego, ficaram no ar as promessas do que poderia ter sido. A equipa criativa deixou transparecer que a narrativa estava preparada para entregar exatamente a ação, o humor e os monstros que a leal base de fãs ansiava ver numa continuação.
Para perceberes a dimensão do que estava em cima da mesa e o impacto desta decisão financeira, aqui estão os principais detalhes confirmados sobre a franquia:
- O guião para a sequela cinematográfica já estava escrito e delineado por Goldstein, Michael Gilio e Daley.
- O custo de produção da primeira longa-metragem ascendeu aos 150 milhões de dólares, sem sequer contabilizar o pesado orçamento das campanhas de marketing.
- O desapontamento na bilheteira fixou as receitas globais nos 208,2 milhões de dólares, travando de imediato o avanço do projeto.
- Um ambicioso spin-off televisivo para a plataforma de streaming Paramount+ chegou a ser anunciado em 2022, mas acabou por ser silenciosamente abandonado dois anos depois.
Apesar de todas as portas parecerem definitivamente trancadas neste momento na Paramount, a indústria do entretenimento vive intensamente da exploração de propriedades intelectuais de peso. Considerando o valor inestimável e o estatuto de culto da marca Dungeons & Dragons, não será de estranhar se, num futuro próximo, outro serviço de streaming ou estúdio decidir tentar a sua sorte e apostar num novo formato ou reboot.
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