TecheNet
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS
Sem resultados
Ver todos os resultados
TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados

Novos neurônios apagam memórias antigas

Luiz Guilherme Trevisan Gomes por Luiz Guilherme Trevisan Gomes
14/05/2014 - Atualizado a 15/05/2014
Em Ciência
O surgimento de novos neurônios parece interromper os circuitos da memória. A descoberta pode representar um avanço no conhecimento do transtorno pós-traumático, que acomete vítimas de inundações, estupros e guerras, por exemplo.
 

o surgimento de novos neurônios parece interromper os circuitos da memória. A descoberta pode representar um avanço no conhecimento do transtorno pós-traumático, que acomete vítimas de inundações, estupros e guerras, por exemplo.

 





As memórias são uma verdadeira obsessão humana, sejam as da infância — que perdemos involuntariamente sejam as relacionadas a traumas — que desejamos esquecer. Em pesquisa publicada na edição de 8 de maio da revista Science, neurocientistas propõem que uma nova safra de neurônios não signifique um aperfeiçoamento da capacidade de retenção das memórias; pelo contrário, novos neurônios podem fazer o cérebro apagar informações antigas.

“A maioria das pessoas pensa que novos neurônios significam memória melhor”, afirma Sheena Josselyn, pesquisadora do centro de saúde infantil Hospital for Sick Children, em Toronto, que conduziu a pesquisa junto ao seu esposo, Paul Frankland.

De fato, experimentos anteriores haviam demonstrado que um estímulo à proliferação de neurônios antes do aprendizado de uma informação pode melhorar a formação de memórias em camundongos adultos. No entanto, o estudo atual indica que, depois do aprendizado, o crescimento de novos neurônios pode desalojar a memória. A descoberta pode aumentar o conhecimento da neurociência a respeito à amnésia infantil (inabilidade que os adultos têm de reter memórias relativas aos primeiros anos da infância), bem como lançar as bases para futuros tratamentos de transtornos psicológicos derivados das memórias de experiências traumáticas.

Os camundongos, os humanos e outros mamíferos desenvolvem novos neurônios no hipocampo — região cerebral envolvida na formação de memórias — ao longo das suas vidas (embora com uma taxa de proliferação inversamente proporcional à idade), razão pela qual o possível desligamento das conexões que formam as memórias, causado pelo surgimento de neurônios, já havia sido previsto por modelos teóricos. Para Josselyn, da adição de neurônios decorre uma maior capacidade de retenção de memórias no futuro, todavia, ela nos lembra que “a memória é baseada em um circuito”, e que a adição de um novo elemento pode interromper o sistema.

Novos neurônios (branco) adicionados ao hipocampo podem deslocar memórias antigas, acabando por apagá-las. Crédito: jason snyder

novos neurônios (branco) adicionados ao hipocampo podem deslocar memórias antigas, acabando por apagá-las. Crédito: jason snyder

 

Stop and Go

Para testar o vínculo entre a proliferação de neurônios e a memória, cientistas levaram camundongos adultos e recém-nascidos a relacionar um evento inócuo, como um som, a um estresse: um choque elétrico. Poucos choques foram necessários para que os roedores logo passassem a temer o som por si só, ou seja, sem que nenhuma descarga elétrica fosse disparada pelos pesquisadores, os animais permaneciam “congelados”, paralisados diante da possibilidade de sofrer um choque. Verificou-se, ainda, que os animais mais novos recordavam a experiência negativa por apenas um dia após o condicionamento, ao passo que os adultos mantinham a memória por algumas semanas.

Então, a equipe de Josselyn foi capaz de ampliar o período de retenção da memória nos ratos recém-nascidos através da epigenética, campo que estuda moléculas que interagem com os genes, controlando sua expressão nas células. No caso, os cientistas identificaram as proteínas que levam os neurônios a manter as conexões responsáveis por uma memória, dificultando a reconfiguração das mesmas. Quando acumulados, os sinais enviados por essas proteínas — sinais “Stop” — ocasionam a retenção de memórias distantes; contrabalançá-los, portanto, leva ao aumento do grau de modificação dos circuitos da memória.

Com o objetivo de combater os sinais Stop com os Go (que ativam o gene responsável pela reconfiguração nervosa), os roedores receberam uma molécula capaz de inibir a enzima que remove os sinais Go. Assim, as memórias consolidadas ficaram suscetíveis a à proliferação normal de neurônios. Nos camundongos adultos, entre quatro e seis semanas de exercício físico regular, atividade que promove o crescimento de neurônios, reduziram a retenção do medo ensinado aos roedores.

Esperança

Neurônios recém-formados podem ter a útil função de limpar memórias antigas e dar lugar a outras, recentes, explica Josselyn, cujo estudo replicou os efeitos da amnésia infantil em animais que naturalmente não a apresentam (como os porquinhos-da-índia), via exercícios físicos ou medicamentos que estimulam a neurogênese.

Apesar de não terem sido realizados testes com humanos, os achados são uma esperança para os portadores do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), condição psicológica que pode levar a uma modificação da personalidade e ao distanciamento social, e aflige as vítimas de eventos extremamente estressantes ou traumáticos, como um estupro ou a guerra, por exemplo. O tratamento da síndrome pós-traumática é complicado, dada a dificuldade de eliminação do trauma dos cérebros dos pacientes, pois, como visto, as memórias mais remotas foram formadas pelo enorme acúmulo de sinais Stop nos neurônios.

Uma das possibilidades atualmente usadas é a da terapia de exposição: o paciente é frequentemente confrontado com a memória original do trauma, causadora de medo e ansiedade, partindo do princípio de que esta é “uma resposta condicionada que tende a diminuir através da habituação durante a exposição sistemática aos estímulos temidos”. A exposição dos ratos apenas ao estímulo sonoro no experimento é um exemplo de aplicação da terapia de exposição. Porém, um problema da terapia é a dificuldade de aplicação a memórias distantes, o que torna desejável um medicamento eficaz para o esquecimento do evento traumático.

Make-it-clear-brasilMake It Clear Brasil

Um apoio ao livre pensamento e a um entendimento do mundo baseado em evidências

Tags: genesmemórianeurociêncianeurônios
PartilhaTweetEnvia
Luiz Guilherme Trevisan Gomes

Luiz Guilherme Trevisan Gomes

é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e trabalha como consultor financeiro na Valore Brasil - Controladoria de Resultados. Atualmente, cursa o MBA em Controladoria e Finanças na Universidade de São Paulo (USP). Entusiasta da razão e da ciência, fundou o espaço de divulgação científica Make It Clear Brasil, em 2013.

Artigos relacionados

Blue origin explosão
Espaço

Blue Origin: foguetão New Glenn explode em teste de rotina

29/05/2026
Mit cria fibras musculares artificiais sem motores para robótica
Ciência

MIT cria fibras musculares artificiais sem motores para robótica

10/04/2026
Artemis ii - lua (3)
Espaço

O Moon Shot da Apple e da Nikon: A Artemis II já orbita a Lua e as fotos são incríveis

09/04/2026

Comentários

Últimas notícias

Linux Foundation lança Appia Foundation para padronizar auditorias de IA

Hackathon policial identifica redes de exploração sexual em plataformas de subscrição

Prime Day antecipado: Soundcore Anker P30i por menos de 27 euros.

Turismo de autocaravana gera receita recorde de 1,6 mil milhões

Discord testa verificação de idade com cartões e Google Wallet

Huawei Watch Fit 5: Chegam novas ferramentas de saúde feminina

Prime Day antecipado: poupa 477 euros no iRobot Roomba Plus 505.

Xiaomi HyperOS 4: a lista de smartphones que vão receber a atualização

Ugreen lança carregador GaN de 65W ultra fino com três portas

Prime Day antecipado: Samsung Galaxy Watch Ultra com 325 euros de desconto

Samsung Galaxy S26 Ultra é o “Melhor do Teste”

Relatório de ciberameaças da INTERPOL revela escala industrial do cibercrime na Ásia

Novo trojan de acesso remoto ameaça ecossistema Android

Apple: O preço do iPhone 18 Pro pode assustar

Queda de preço no Xiaomi Pad 8 Pro: poupa mais de 150 euros

HP revela novo ecossistema de colaboração baseado em IA

ChatGPT fica mais inteligente na saúde com o novo GPT-5.5

Dataland: O primeiro museu de arte gerada por IA do mundo

Anthropic suspende modelos Fable 5 e Mythos 5 por ordem dos EUA

Más notícias: Disney+ perde Dolby Vision e filmes 3D na Europa

Techenet LOGO
  • Quem somos
  • Fale connosco
  • Termos e condições
  • Política de comentários
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • O uso de IA no TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.