TecheNet
  • Mobile
    • APPLE
    • APPS
    • GOOGLE
    • HUAWEI
    • ONEPLUS
    • SAMSUNG
    • XIAOMI
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS
Sem resultados
Ver todos os resultados
TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados

Criminalizar a Misoginia

Cristina Monteiro por Cristina Monteiro
13/03/2023
Em Direitos com causa

Refletir sobre punitivismo a partir de uma ideia legislativa para que a misoginia seja criminalizada.

Criminalizar a misoginia

Dirigido pelas irmãs Lana e Lilly Wachowski, Matrix é uma das obras-primas da cinematografia do século 20. Não somente pelos efeitos especiais que na época foram utilizados, mas, principalmente, pela inquietação que criou ao fazer-nos pensar sobre a existência de um poderoso e grande sistema de dominação para o qual somente nos atentaríamos ao ingerir uma pílula vermelha. O filme é genial na exata medida da genialidade de suas diretoras, em cujo currículo também se encontra a fantástica série Sense 8 (que, por sinal, recomendo muitíssimo!).

Se para Neo (personagem principal da trilogia) a pílula vermelha teve o condão de despertá-lo para a realidade na qual raça humana está dominada pelas inteligências artificiais, presa num programa de computador, servindo apenas como fonte de energia; para nós, ela, metafórica e ideologicamente, representa a tomada de consciência que faz perceber como o patriarcado, o capitalismo e o racismo se articulam para conservar e fortalecer cada vez mais o exercício do poder cis-hetero-branco-elitista.

Promover, instigar e incitar a repulsa e a violência às mulheres não é novo na história da humanidade. Submeter, torturar e, inclusive, matar mulheres por serem mulheres é parte de um ciclo odioso de controle do qual apedrejamentos, mutilação genital ou, entre nós, feminicídios fazem parte. Expressões de desprezo e repulsa essas caracterizadoras do que chamamos de misoginia.

Violência contra mulheres

Nos termos da proposta, misoginia “inclui injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro; promover discurso de ódio; hostilizar por palavras, cantos, gestos, atos, pessoas em razão do seu sexo feminino.” Esta proposição a de que a misoginia seja considerada como crime, de modo similar ao já tipificado como racismo e ao a este equiparado como homofobia e transfobia.

Tenho dúvidas sobre se um tipo penal aos moldes de crime contra a honra seja o mais adequado. Assim como, enquanto garantista, causa-me  espécie a possibilidade de que qualquer lei penal surja no calor dos acontecimentos – como, infelizmente, é a regra em nosso país. Normas de natureza criminal exigem parcimônia em sua elaboração.

Seja como for, não me parece adequado que a proposta seja tomada como uma mera expressão punitivista. Fruto quase que da “ingenuidade” (ou, pior, da “sanha punitiva”, à la a pauta criminal de extrema-direita) de uma parcela do movimento feminista em relação ao sistema penal.

Reafirmo não serem poucos os registros históricos, remotos e contemporâneos, exemplificativos de que em sistemas autoritários, autocráticos e/ou fascistas o despontar da misoginia trata-se de conditio sine qua non. Mulheres livres, pensantes e atuantes são a base para qualquer construção democrática. E, por óbvio, são também uma ameaça a qualquer sistema fora desse espectro.

Dizia eu também, que sublinhar o cunho misógino de toda as espécies de violência contra as mulheres, em especial contra as que exercem altos cargos de poder, como tem ocorrido neste início de século.

Trata-se, sim, de uma inquietação legítima acerca da real razão de ser do próprio sistema penal.

Assim como o racismo (e a LGBTIfobia), a possível criminalização da misoginia  provoca o pensamento jurídico.

O momento nos exige amadurecer a ideia legislativa e fazer dela um instrumento a serviço do processo democrático, pois, afinal, se alguém ingeriu a pílula vermelha que fez despertar para a realidade, estas foram as feministas. De um lado, por – sem nenhuma ingenuidade – estarem absolutamente cientes dos riscos e limites que o manejo do direito penal traz. E, de outro, por, de olhos abertos, seguirem na resistência para libertar toda a humanidade.

Outros artigos interessantes:

  • Mês da Mulher: A celebração do protagonismo feminino
  • Do Sufrágio à Solidariedade: Um olhar histórico sobre o Dia Internacional da Mulher
  • TEACH How To Fish: Capacitação para a Autonomia
Tags: crimeideia legislativaleimisoginia
PartilhaTweetEnvia
Cristina Monteiro

Cristina Monteiro

Mulher, mãe, feminista e democrata. Advogada, em Portugal desde 1991, ativista desde sempre. Aos dias de hoje tem como principal função a consultadoria ao Observatório Internacional dos Direitos Humanos (OIHD) e a ONG`S no âmbito da defesa da igualdade de género e, por força da guerra na Ucrânia, consultadoria a ONG`S que estão a apoiar estes migrantes em todas as suas vertentes.

Artigos relacionados

Nova campanha de natal da vodafone combate a masculinidade tóxica
Empresas

Nova campanha de Natal da Vodafone combate a masculinidade tóxica

02/12/2025
Evento debate desafios da violência sexual online contra crianças
Direitos com causa

Evento debate desafios da violência sexual online contra crianças

16/12/2024
Criminalarizar o stealthing: mais de 2600 assinaram a petição pública
Direitos com causa

Criminalarizar o stealthing: mais de 2700 assinaram a petição pública

18/11/2024
Mulheres no mercado de trabalho: desafios persistem apesar de lentas mudanças
Direitos com causa

Mulheres no mercado de trabalho: desafios persistem apesar de lentas mudanças

01/04/2024
A ascensão das criptomoedas na filantropia
Criptomoedas

A ascensão das criptomoedas na filantropia

06/09/2023
Gestão de expectativas no voluntariado
Direitos com causa

Gestão de Expectativas no Voluntariado

29/04/2023

Últimas notícias

Flexispot e1 pro

A FlexiSpot E1 Pro baixa de preço e o teu escritório agradece

05/05/2026
Microsoft ram

Microsoft cede à pressão e apaga conselho polémico sobre 32 GB de RAM

05/05/2026
Xiaomi mix flip 2 - 2

Xiaomi desiste dos dobráveis compactos e cancela o MIX Flip 3

05/05/2026

O bug do YouTube que está a devorar a memória do teu PC

Xiaomi 17T Pro aparece em imagens oficiais e promete baterias gigantes

O teu próximo smartphone vai custar uma pequena fortuna

HP lança nova geração de soluções Poly em Portugal

Google explica o consumo de memória do Android AICore

Samsung obrigada a pagar 392 milhões à ZTE numa guerra global de patentes

Narnia nos cinemas: Netflix adia filme de Greta Gerwig para 2027

Teclados mecânicos HyperX Origins 2 já chegaram a Portugal

Segway Xaber 300: a nova mota elétrica que vai dominar os trilhos

Xiaomi YU7 GT: Porque não se chama “Ultra”? A explicação simples

Xiaomi Mix 5 regressa em 2026 com câmara invisível e lente magnética

Novos acordos de IA do Pentágono excluem a Anthropic

Moto g47, g37 power e g37: três smartphones acessíveis para o dia a dia

Adiamento da reparação de telemóveis pode aumentar a fatura final

Motorola edge 70 pro: design de autor e quatro câmaras de 50 MP a 699 €

Automóveis Volvo passam a contar com Google Gemini

Xiaomi Smart Band 10 Pro: luxo cerâmico e peso pesado a caminho

Techenet LOGO
  • Quem somos
  • Fale connosco
  • Termos e condições
  • Política de comentários
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • O uso de IA no TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Mobile
    • APPLE
    • APPS
    • GOOGLE
    • HUAWEI
    • ONEPLUS
    • SAMSUNG
    • XIAOMI
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.