Science elege o maior avanço científico do ano

E o prêmio de maior avanço científico de 2014 vai para: a missão Rosetta, responsável pelo primeiro pouso controlado de uma sonda em um cometa. A imagem acima (resultado da combinação de duas fotografias) foi a primeira já obtida na superfície de um cometa e mostra um dos pés o módulo de pouso Philae. Crédito: ESA/Rosetta/Philae/CIVA
E o prêmio de maior avanço científico de 2014 vai para: a missão Rosetta, responsável pelo primeiro pouso controlado de uma sonda em um cometa. A imagem acima (resultado da combinação de duas fotografias) foi a primeira já obtida na superfície de um cometa e mostra um dos pés do módulo de pouso Philae. Crédito: ESA/Rosetta/Philae/CIVA

A revista Science elegeu o pouso do robô Philae no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko o maior avanço científico do ano de 2014. A façanha — o primeiro pouso controlado de uma sonda robótica na superfície de um cometa — foi realizada pela Agência Espacial Europeia (ESA) em novembro, e fez parte da missão Rosetta.

A missão Rosetta, que objetiva estudar as condições que existiam no início do nosso sistema solar, possui, além do módulo de pouso Philae, a sonda espacial Rosetta, responsável por levá-lo até o cometa. Esta sonda, lançada em 2004, orbita o 67P desde Agosto e já detectou e analisou moléculas de água, metano e hidrogênio presentes na tênue atmosfera do cometa, tendo levado os cientistas à conclusão de que a água deste corpo celeste congelado e a água da Terra têm origens distintas. (Leia mais em “Sonda Rosetta indica que a água da Terra não foi trazida pelos cometas“.)

A sonda Rosetta não resistiu ao fenômeno das selfies e tirou seu auto-retrato a uma distância de 16 km do 67P, que pode ser visto ao fundo, acima de um dos painéis solares da Rosetta. Crédito: ESA/Rosetta/Philae/CIVA
A sonda Rosetta não resistiu ao fenômeno das selfies e tirou seu autorretrato a uma distância de 16 km do 67P, que pode ser visto ao fundo, acima de um dos painéis solares da Rosetta. Crédito: ESA/Rosetta/Philae/CIVA

Após um pouso nada suave — o Philae quicou algumas vezes sobre a superfície do cometa antes de se estabilizar — o robô recolheu e transmitiu informações científicas durante alguns dias, antes que sua bateria acabasse. Embora o local do pouso dificulte a captação de energia solar por parte do Philae, é possível que o módulo recarregue suas baterias apenas quando o cometa estiver mais perto do Sol em sua órbita.

Mesmo que o Philae continue apenas “tirando férias” no cometa, a missão terá informações suficientes para analisar a partir das observações da sonda Rosetta, que continuará a vigiar de perto o objeto conforme este se aproxima do Sol.

Apesar dos percalços da jornada rumo à exploração do 67P/Churyumov-Gerasimenko, segundo a Science, “[o]s dados dessas duas sondas espaciais já estão lançando uma nova luz sobre a formação e a evolução de tais cometas”.

Os leitores do TecheNet concordam com a eleição da Science? Para vocês, qual foi a descoberta ou feito da ciência mais relevante do ano que termina?

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é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e trabalha como consultor financeiro na Valore Brasil - Controladoria de Resultados. Atualmente, cursa o MBA em Controladoria e Finanças na Universidade de São Paulo (USP). Entusiasta da razão e da ciência, fundou o espaço de divulgação científica Make It Clear Brasil, em 2013.

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