Aparelhos que se auto-destroem podem fazer parte do futuro

celular no lixo

A tecnologia de consumo e de electrodomésticos facilitam muito o nosso dia a dia em todo o mundo. No entanto, após a sua vida, monitores de computadores, torradeiras ou telemóveis, acabam em aterros sanitários, expostos à erosão do vento e da chuva. Isto provoca um aumento da contaminação química do solo e da água, o que pode ser evitado se o aparelho se auto-destruísse quando deixassem de ter utilidade.

É mesmo isso que o engenheiro aeroespacial, Scott White, acabou de propor: acabar com todos os componentes de esmalte dos aparelhos com cera. De acordo com a notícia, publicada no NDTV8  um repetidor de radiofrequência seria o responsável pelo sobreaquecimento da cera, que daria origem a um ácido capaz de fundir o aparelho.

Esta técnica pode ser utilizada em todos os aparelhos, dado que a única coisa necessária é que o aparelho tenha circuitos de magnésio, tal como explica o investigador. Por este motivo, pode ser utilizado em smartphones ou frigoríficos (geladeiras), embora a mudança do tipo de circuito possa aumentar o preço dos dispositivos.

No entanto, nem tudo são boas notícias, dado que este método também pode ser prejudicial para o nosso planeta, uma vez que o componente ácido, responsável por “destruir” o aparelho, também é poluidor. Já para não falar do perigo para o ambiente doméstico que iria provocar um sobreaquecimento. Atualmente não parece haver empresas interessadas a começar a aplicar este método, mas como tudo nesta área, será uma questão de tempo até que apareçam interessados.

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Paula Pedro Martins
Jornalista, colaboradora em várias publicações, nomeadamente, as revistas “Pais & Filhos” e “Bebé d’Hoje”. Dedica-se também ao guionismo na área do entretenimento televisivo e à escrita para crianças. Foi coordenadora e editora em portais de referência. E é apaixonada por música, cinema e viagens.

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