“Zoom” aí, mas com cuidadinho

Zoom a aí mas cuidadinho, segundo a Check Point Software

Durante as últimas semanas, a crise criada pelo COVID-19 significou a reclusão de milhões de pessoas em casa, em vez de se deslocarem para ir trabalhar ou reunirem-se com outras pessoas. As estimativas variam, mas até cerca de 50% dos empregados a nível global estão a trabalhar a partir de casa.

As plataformas de comunicação online tornaram-se essenciais para as interações pessoais e comerciais com o resto do mundo, e com uma quota de mercado mundial de 20%, a plataforma Zoom é uma das plataformas mais populares. Por este motivo a Check Point® Software Technologies Ltd. (NASDAQ: CHKP), fornecedor líder global de soluções de cibersegurança, realça os cuidados a ter para utilizar esta aplicação de forma segura durante o período de teletrabalho.

“Como com qualquer tecnologia popular, esta aplicação de videoconferências oferece inumeráveis benefícios que permitem aos empregados manter as suas actividades diárias, mas também supõe riscos para a informação que se partilha”, refere Eusebio Nieva, director técnico da Check Point para Espanha e Portugal.

De recordar, que há poucos meses a Check Point Software descobriu uma vulnerabilidade nesta aplicação, que permitia a um cibercriminoso espiar conversas que eram tidas através deste serviço e ter acesso a todos os ficheiros (áudio, vídeo, ou qualquer outro tipo de documento) que fossem partilhados durante a reunião.

Conscientes deste facto, os especialistas da Check Point destacam os 5 cuidados para garantir um uso seguro da aplicação:

  1. Actualizar o software: para manter os mais elevados níveis de segurança, é importante assegurar que está a usar a última versão disponível do programa, bem como realizar atualizações de forma. Ao fazê-lo, não só obtém novas opções e funcionalidades, como também instala pacotes de segurança para colmatar falhas de segurança detetadas. A oportunidade para os cibercriminosos atacarem não se limita ao momento em que se produz a vulnerabilidade, esta permanece ativa até que os utilizadores executem a atualização do software e recebam os pacotes dos produtos da empresa para fazer frente às ameaças. Isto significa que os utilizadores que não atualizaram o software continuam vulneráveis. Por outras palavras, um utilizador continua vulnerável frente a um ciberataque até que instale medidas de segurança.
  2. Utilizar um nome de utilizador e uma password: A investigação da Check Point relativa à segurança do Zoom mostrou como um atacante podia adivinhar números aleatórios assignados às URL de uma conferência e penetrar nelas sem alertar os anfitriões. Esta brecha acontecia em conversações estabelecidas sem password, o que uma vez mais demonstra a importância de utilizar password como primeiro nível de segurança. Após a resolução desta falha, a Zoom adotou novas medidas, utilizando passwords de forma automática em todas as reuniões programadas. A combinação da password e o número de chamada é sinónimo de proteção.
  3. Utilizar formas seguras de convidar os participantes: esta aplicação oferece distintas formas de convidar novos participantes, como copiar o URL da chamada e partilhar com qualquer contacto. Esta opção não requer password para entrar, o que significa oferecer poucas garantias. Por este motivo, os especialistas da Check Point recomendam utilizar sempre ol método seguro, que inclui o envio do identificador de chamadas e a password da chamada, bem como conectar-se ao Zoom através de SSO (Single Sign On) para um maior nível de segurança.
  4. Gerir o acesso dos participantes: Incluindo se decidimos utilizar a opção de partilhar links menos seguros, podemos evitar que os participantes mostrem conteúdos inapropriados restringindo o uso da câmara por parte dos participantes. O administrador da conversação pode decidir quem pode usar a sua câmara e o seu microfone clicando em “Administrar participantes”. Outra forma de controlar quem entra na chamada é a opção de “Waiting room” em que um gestor de chamadas cria uma ‘sala de espera’ através da qual os participantes podem conectar-se, mas só se o gestor de chamadas confirmar os participantes um por um ou em grupo. Isto pode ser feito no menú de arranque “advanced options” quando se pretende programar uma chamada.
  5. Assumir que o Zoom não oferece privacidade absoluta: esta aplicação permite gravar chamadas de vídeo e exportar quando termina a chamada. É uma ferramenta muito útil quando se quer partilhar informação com outras pessoas que não puderam assistir à reunião. Isto também pressupõe um problema, já que qualquer um pode exportar a gravação, o ficheiro pode cair nas mãos erradas. Para reduzir riscos, o administrador de chamadas pode decidir que participantes podem gravar a chamada através da opção “Allow Record”. Isto só protege do uso indevido da aplicação, mas pode-se utilizar algum software externo para gravar a conversação, porque não é possível garantir a 100% a privacidade. 

Em definitivo, o Zoom oferece um sem fim de benefícios para aqueles que têm que trabalhar a partir casa durante este período de tempo, mas como com qualquer ferramenta, é importante estar consciente dos possíveis riscos, bem como utilizar as funções disponíveis na plataforma para comunicar-se de forma segura. 

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Nilton é um entusiasta das novas tendências tecnológicas e do impacto que estas têm nas organizações e no nosso dia a dia.

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