Três soft skills necessárias no pós-COVID

soft skills essenciais

Em 2019, o Eurostat revelou que apenas 5,4% da população empregada na Europa trabalhava regularmente em casa. Este ano tudo mudou, diz a Adecco. Comparando a realidade de 2019 vs a de 2020, a Adecco entende que o teletrabalho já faz parte do novo normal.  E de acordo com um estudo da Eurofound, 40% dos europeus em idade ativa adaptaram-se à pandemia através da criação de escritórios temporários nas suas casas. 
Por isso, no mundo de trabalho pós-COVID, mais remoto e individualizado no que diz respeito a regras, horários e objetivos, serão necessárias distintas soft skills, defente a especialista.

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Mesmo após o “fim” da crise do COVID-19, o seu legado pode ser uma mudança radical nas práticas de trabalho. Não saberemos, diz a especialista, ao certo até que ponto, até que algum tipo de normalidade seja estabelecido, mas já existem alguns sinais de que os empregadores e as suas equipas estão a olhar para um novo mundo de trabalho remoto com agrado.
Contudo, a especialista alerta para o facto de que trabalhar em casa não é o mesmo que reunir equipas no escritório. O software – desde videoconferência e mensagens até gestão de projetos – está disponível e é relativamente fácil de dominar. Mas a maneira como interagimos com os nossos colegas mudará. Novas competências pessoais serão necessárias, com especial destaque para três soft skills:

1. Boa gestão do tempo

Uma das vantagens de trabalhar em casa é agendar a liberdade de calendário que essa situação confere. Por exemplo, em vez de começar às 9:00 e terminar às 17:30 ou 18:00, pode começar o dia com um ginásio ou um tempo pessoal para organizar esse dia, porque pode compensar o tempo ao trabalhar à noite. O trabalho é concluído, mas pode ajustá-lo a outros aspetos da sua vida. Este é um ponto extremamente atraente para muitas pessoas.

Esse tipo de padrão de trabalho marca uma mudança do estar presente (aparecer) para a orientação de objetivos (fazer). Em outras palavras, é mais importante contar a produção de alguém do que contar as suas horas. Para fazê-lo funcionar, no entanto, colaboradores e gestores precisarão de adotar um regime de gestão de tempo potencialmente ainda desconhecido, juntamente com o compromisso de permanecer produtivo num ambiente potencialmente mais interrupto.

Uma boa ideia é criar uma programação diária, semanal e mensal, detalhando tudo o que precisa fazer e até quando. A partir daí, crie um plano identificando dias de realização de tarefas e os principais objetivos. Também é importante usar o tempo que reservou da melhor forma. Evite tarefas domésticas quando estiver a trabalhar. Tente não se distrair com as coisas que acontecem no resto da casa ou na rua. Concentre-se na tarefa em questão, em vez de se desviar a atenção para a web ou as redes sociais.

2. Comunicação permanente e eficaz: certifique-se de que reúne a equipa toda

A cultura da empresa é extremamente importante. O que isso significa na prática varia enormemente de uma organização para outra, mas em termos de resultados, uma boa cultura é onde todos se unem como uma equipa. E isso requer muita comunicação, excelente e eficaz.

Isso torna-se um desafio ainda maior, quando toda a equipa ou grande parte dela trabalha remotamente e não pode confiar nas interações no escritório, na linguagem corporal, nos sinais faciais e nas conversas de café. Então, como manter a coesão?  Uma boa ideia será agendar reuniões regulares usando a videoconferência, no início do dia e reuniões de equipas mais reduzidas ou específicas de projeto, agendadas quando necessário. Toda a equipa precisa de o entender como uma parte vital do dia de trabalho. Se pelo menos um membro da equipa estiver a trabalhar remotamente e estiver em videochamada, o ideal é que todos também estejam na mesma. Isso serve para ajudar os colaboradores que não estão no escritório a sentirem-se incluídos e totalmente comprometidos.

3. Maior sensibilidade para com os outros: pratique a sua inteligência emocional 

Graças à tecnologia, nunca foi tão fácil comunicar. Mas num ambiente de trabalho virtual, entra em jogo uma nova etiqueta. Por exemplo, quando é correto enviar uma mensagem para um membro da sua equipa? Poderá fazê-lo a partir das 18:00? E quão rápido deve esperar que seja dada a resposta? Da mesma forma, se um colaborador trabalha em horários flexíveis, ele ou ela deve estar disponível o tempo todo para responder a qualquer pergunta? Estas são questões pertinentes que devem ser feitas e respondidas.

Os gestores podem ajudar com o estabelecimento de políticas para garantir que a equipa possa funcionar. No entanto, no novo mundo do trabalho, em que os colaboradores exigem cada vez mais flexibilidade, os líderes precisarão investir mais tempo e esforço no desenvolvimento de competências sociais, como empatia e sensibilidade.

Assim, será dada muito mais ênfase aos líderes para equilibrar o desempenho da equipa, atendendo às necessidades e expectativas de cada membro. Para esse fim, a inteligência emocional tornar-se-á uma obrigação e os líderes precisam aprender a praticá-la. 

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é admirador de Steve Jobs e Elon Musk. Apaixonado por novas tecnologias, especialmente ligadas à secção de negócios empresariais e de Gadgets, acompanha de perto todas as novidade do mundo das TI.

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