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Saiba quais são os diferentes tipos de malware que existem

Alfredo Beleza por Alfredo Beleza
01/02/2014 - Atualizado a 06/03/2021
Em Segurança

Saiba quais são os diferentes tipos de malware que existem

Que o malware cresce, ameaça e é cada vez mais perigoso já todos sabemos. As soluções de segurança são necessárias para proteger os diferentes dispositivos que utilizamos diariamente e o malware é a principal ameaça que afecta o nosso computador, smartphone ou tablet. Mas saberemos realmente o que é o malware? Os analistas da Kaspersky Lab compilaram uma classificação dos diferentes tipos de malware que existem, para que possamos entender as suas diferenças.

Vírus: Os vírus informáticos são um tipo de código auto-replicante que se instala sem o consentimento do utilizador. Podem ser diferenciados de acordo com o que infectam, os métodos que utilizam para seleccionar o objecto e as técnicas de ataque. Podem aparecer em forma de anexos em mensagens de email ou como links maliciosos que se descarregam da Internet (e infectam o sistema operativo de múltiplas formas). Hoje em dia, os vírus já não são tão frequentes porque os cibercriminosos querem ter um maior controlo sobre a distribuição do malware; de contrário, os novos tipos de vírus cairiam rapidamente nas mãos dos fabricantes de soluções de segurança.


Worms: os worms são uma subclasse de vírus, já que também são programas auto-replicantes. Diferem dos vírus na medida em que não infectam ficheiros existentes, mas antes se instalam directamente nos computadores e ali ficam “em repouso” até que chegue o momento adequado para penetrar noutros sistemas, através, por exemplo, de redes vulneráveis. Como os vírus, os worms também infectam via email através de mensagens instantâneas ou da partilha de ficheiros. Alguns worms informáticos são eles próprios ficheiros, enquanto outros só residem na memória do equipamento.

Trojans: Diferem totalmente dos vírus e dos worms. Os Trojans parecem programas legítimos mas estão desenhados para atacar. O nome procede do cavalo de Tróia da antiga Grécia, porque se disfarçam de programas úteis para o utilizador, mas têm funções destrutivas. Os Trojans não são auto-replicantes, pelo que só por si não se difundem, embora cheguem a um grande número de utilizadores através da Internet. Existem vários tipos, como os Trojans Backdoor (que querem tomar o controlo remoto dos computadores das vítimas) e os Trojans Downloader (que instalam códigos maliciosos).

Ransomware: foi exclusivamente concebido para extorquir as suas vítimas e conseguir dinheiro. Para isso, informa os utilizadores que têm um software pirateado ou que visualizaram vídeos ilegais, para que assim reajam de forma assustada e precipitada ao aviso e paguem uma “multa”. A variante mais perigosa é a que chega a encriptar os nossos ficheiros, impedindo-nos de aceder a eles a não ser que paguemos um resgate.

Rootkit: Hoje em dia, os Rootkit são uma parte especial do malware, já que foram feitos especificamente para que nem o utilizador nem a solução de segurança se inteirem da sua presença no sistema. Alguns chegam mesma a activar-se antes do arranque do sistema operativo (este rootkit chama-se Bootkit), tornando muito difícil tanto a sua detecção como eliminação.

Backdoor (RAT): Este malware, conhecido em inglês como “Remote Administration Tools”, é uma aplicação através da qual os cibercriminosos podem aceder ao computador sem que o utilizador se aperceba disso. Dependendo das funcionalidades dos backdoor, os hackers podem instalar e lançar outros programas, enviar keyloggers, descarregar ou apagar ficheiros, activar os microfones ou a câmara do dispositivo ou registar a actividade do computador e enviá-la ao cibercriminoso.

Downloader: são pequenas peças de código que servem para descarregar código malicioso de todo o tipo no sistema da vítima a partir do servidor do cibercriminoso.

Para os analistas da Kaspersky Lab, conhecer as características de cada tipo de malware ajuda-nos a proteger os nossos dispositivos de possíveis danos futuros. É importante contar com uma solução de segurança robusta que seja capaz de defender-nos de todos os possíveis ataques de malware, independentemente do dispositivo que utilizemos.

Tags: malwaresegurançaTrojansvírus
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Alfredo Beleza

Alfredo Beleza

É o fundador e director editorial do TecheNet. Com carreira internacional como CEO e director comercial e de marketing em empresas em Portugal, na Suíça e no Brasil, desenvolveu uma perspectiva aprofundada sobre a intersecção entre tecnologia, negócios e mercados globais. Com formação em Gestão, Administração e Marketing pela Webster University, na Suíça, criou o TecheNet como um projecto editorial comprometido com o rigor e a imparcialidade da informação tecnológica em língua portuguesa.

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